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Por Ricardo Lima
A mineradora canadense Aclara Resources firmou uma parceria com a Organização Japonesa para Metais e Segurança Energética para explorar e avançar no desenvolvimento de depósitos de terras raras pesadas hospedados em argilas iônicas. O acordo, anunciado nesta terça-feira (8), prevê que a entidade japonesa financie até US$ 3 milhões em despesas de exploração ao longo de três anos, com possibilidade de aporte adicional de US$ 1,5 milhão.
A parceria será estruturada por meio de uma joint venture sem personalidade jurídica própria, constituída por uma subsidiária da Aclara no Brasil. O Projeto Carina, porém, ficará fora do acordo e continuará integralmente sob controle da empresa.
Durante o período inicial de exploração, a Aclara será responsável pela operação dos projetos, utilizando sua experiência na pesquisa e no desenvolvimento de depósitos de terras raras em argilas iônicas na América do Sul.
Após cumprir os compromissos de financiamento, a organização japonesa poderá adquirir uma participação de 30% em um dos projetos de exploração da Aclara no Brasil. O período de aporte poderá ser estendido por mais um ano caso seja exercida a opção de investimento adicional de US$ 1,5 milhão. A entidade também poderá antecipar os desembolsos previstos no acordo.
Concluída essa etapa, os investimentos futuros no projeto serão divididos entre os parceiros de acordo com suas respectivas participações. O acordo ainda estabelece que a organização japonesa terá o direito de adquirir uma quantidade da futura produção equivalente à sua participação, além de outros 10%, em condições comerciais de mercado.
A parceria também permite que a entidade transfira sua participação e os direitos relacionados ao acordo para uma ou mais empresas ou consórcios japoneses, conforme as condições estabelecidas na joint venture.
A organização japonesa atua na segurança de longo prazo do fornecimento de recursos naturais e energia considerados estratégicos pelo Japão. A entidade mantém parcerias com empresas de exploração, mineradoras e companhias estatais em diferentes países, combinando financiamento público, conhecimento técnico, cooperação geológica e compartilhamento de riscos para desenvolver projetos minerais estratégicos.
Segundo Ramón Barúa, CEO da Aclara, o acordo reúne a experiência da empresa em depósitos de argilas iônicas com a atuação internacional da organização japonesa na exploração e avaliação de projetos minerais.
Barúa afirmou ainda que a entrada da entidade japonesa ocorreu após uma análise técnica do portfólio de exploração da Aclara, o que, segundo ele, representa uma avaliação independente sobre a qualidade e o potencial dos ativos da companhia.
Para a Aclara, a parceria também pode abrir caminho para futuras vendas da produção ao mercado japonês. A empresa avalia que novas descobertas no Brasil poderão ampliar sua base de recursos e contribuir para o desenvolvimento de uma cadeia integrada de fornecimento de terras raras.











