Por Redação
Em Araxá, no Alto Paranaíba, um espaço dedicado à flora de espécies nativas do Cerrado contribui há mais de três décadas com a proteção da biodiversidade do bioma. O Viveiro de Conservação da Flora, que integra o Centro de Desenvolvimento Ambiental (CDA) da CBMM, reúne iniciativas voltadas à conservação da biodiversidade e à conscientização ambiental.
Além do CDA, localizado no Complexo Industrial da companhia e que ocupa uma área permanente de 8,5 hectares, a CBMM conserva aproximadamente 700 hectares de áreas de elevada relevância ecológica, abrangendo diferentes formações vegetais em variados estágios de conservação.
A companhia instituiu duas Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN), reforçando seu compromisso com a conservação da biodiversidade, a proteção de ecossistemas estratégicos e a manutenção de serviços ecossistêmicos do Cerrado.
Nas áreas, foram registradas 205 espécies de aves, além da presença de animais ameaçados, como a onça-pintada e outros mamíferos. Também foram identificadas 19 espécies de anfíbios, 11 de répteis e 19 espécies de peixes – dados que demonstram a diversidade e a riqueza do cerrado da região.
Nos Viveiros da CBMM, a conservação da flora é trabalhada a partir da reprodução e do cultivo de espécies nativas. A iniciativa contribui para manter exemplares da vegetação característica do Cerrado e para ampliar o conhecimento sobre a importância das plantas para o equilíbrio dos ecossistemas. Em 2025, os viveiros produziram mais 600 mil mudas produzidas de 145 espécies – o maior volume anual já registrado. São estudas cerca de 270 espécies de flora, sendo que 224 já foram reproduzidas com sucesso, incluindo espécies como ipê-amarelo.
“Quando falamos em conservação do Cerrado, é importante lembrar que as plantas são a base de todo esse sistema. Elas oferecem alimento e abrigo para a fauna, ajudam na proteção do solo e estão diretamente relacionadas à manutenção dos recursos naturais. Preservar a flora é, portanto, preservar todo o equilíbrio do bioma”, explica Marcos Lemos, Gerente Sênior de Gestão de Barragens e Meio Ambiente da CBMM.

Além da conservação das espécies, o viveiro também funciona como espaço de aprendizado. A proposta é fazer com que os visitantes compreendam que a biodiversidade está presente não apenas nos animais, mas também na vegetação que compõe o Cerrado e sustenta diferentes formas de vida.
“O trabalho de conservação precisa caminhar junto com a educação ambiental. Quando uma criança ou um jovem conhece uma espécie nativa, entende sua função no ambiente e percebe a importância de preservá-la, ele passa a enxergar o Cerrado de uma maneira diferente. É uma forma de transformar conhecimento em cuidado com o meio ambiente”, destaca Marcos.
Ao longo de mais de três décadas de atuação, as iniciativas de educação ambiental já alcançaram mais de 80 mil estudantes, professores e moradores de Araxá. Somente em 2025, foram realizadas 84 visitas monitoradas, 10 palestras e 22 oficinas.
“Para a CBMM, iniciativas de conservação da flora, pesquisa e educação ambiental são complementares e ajudam a ampliar o conhecimento sobre o Cerrado e a importância de sua biodiversidade”, conclui Marcos.











