Por Ricardo Lima
A Vale iniciou a retomada parcial das operações na Mina de Fábrica, em Ouro Preto (MG). A medida foi informada pela companhia na quarta-feira (23) e ocorre após autorização do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), com base em um Termo de Compromisso firmado entre a mineradora, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e o Estado de Minas Gerais.
Segundo a Vale, o retorno das atividades “observará as condições de segurança, controle ambiental, licenças, autorizações e condicionantes aplicáveis”. A empresa também deverá manter as ações previstas no Termo de Compromisso.
A companhia informou ainda que a retomada parcial não altera as projeções de produção atualmente vigentes.
A Mina de Fábrica foi alvo de uma ação do Ministério Público após um vazamento ocorrido em janeiro. Segundo o órgão, o episódio atingiu cursos d’água que alimentam o rio Paraopeba, provocando o assoreamento de córregos e danos à vegetação.
Cerca de 263 mil metros cúbicos de água turva teriam escapado de uma das cavas da mina, volume equivalente a aproximadamente 105 piscinas olímpicas. Na ação, o Ministério Público apontou uma falha no sistema de drenagem do reservatório da operação.
O material transportado pelo vazamento também atingiu uma área da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), causando danos materiais. A lama chegou ainda ao rio Goiabeiras, que atravessa parte da área urbana de Ouro Preto.
No fim de janeiro, o Governo de Minas Gerais aplicou uma multa de R$ 1,7 milhão à Vale em razão desse vazamento e de outro ocorrido em 26 de janeiro, na Mina de Viga, em Congonhas, município vizinho.
Na ocasião, a Vale afirmou que não houve feridos e que as comunidades e a população do entorno não foram afetadas. A empresa também declarou que não houve carreamento de rejeitos de mineração, mas apenas de água com sedimentos.
De acordo com a Agência Nacional de Mineração (ANM), os vazamentos não comprometeram as estruturas das barragens.












