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Por Ricardo Lima
A Rede Invest Mining reuniu executivos do setor e do mercado financeiro durante a Exposibram 2026 para debater a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE). O workshop moderado por Miguel Nery, coordenador da Rede Invest Mining teve a participação de João Luiz Nogueira Carvalho, diretor executivo da ABPM e presidente do Grupo Geopar; Marisa Cesar, presidente do conselho da AMC e diretora de Assuntos Corporativos e Sustentabilidade da PLS Brasil; Leonardo Faria, vice-presidente do conselho superior da ADIMB e diretor da Vale; Julio Nery, diretor de Assuntos Minerários e Sustentabilidade do IBRAM; e Nikolas Passos, assessor da presidência da ABDI.
“Estamos discutindo com a CVM operações regulatórias que vão permitir que mais empresas possam se listar na B3, Esperamos que o mercado de capitais brasileiro seja cada vez mais atrativo e robusto”, disse Miguel Nery.
Nery explicou que o Invest Mining é uma rede colaborativa, formada por representantes de órgãos federais, instituições públicas e entidades privadas com o objetivo de fomentar e impulsionar a criação de mecanismos de financiamento à atividade mineral.
Ele destacou que as frentes de trabalho da rede se centram na melhoria do ambiente de negócios. O que, por sua vez, inclui o fortalecimento de uma cultura de captação via mercado de capitais; a promoção de investimentos visando ampliar e diversificar a produção mineral; o desenvolvimento e crescimento de empresas do setor; e consequentemente a melhoria na qualidade de vida da sociedade.
Para João Luiz, determinadas regras do setor precisam ser revistas para que atração e captação de investimentos aumente. Dentre elas, citou: segurança jurídica, regulação e maior clareza e conformidade dos licenciamentos ambientais. “Investir em exploração mineral não é similar a cadeias de infraestrutura e energia por exemplo. O setor mineral tem que ter vantagens competitivas que sustentem o investimento. Devemos ter incentivos fiscais para que o capital seja competitivo”, disse.

João Luiz Nogueira Carvalho, diretor executivo da ABPM, disse que o setor precisa ser ouvido
Ao abordar os Projetos de Lei que tratam da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE). O diretor executivo da ABPM destacou que a entidade possui ressalvas aos PLS 27/80 e 443 em discussão no Senado. “O setor tem que ser ouvido, não adianta só legislar. Primeiro, é preciso definir de forma clara, objetiva e técnica o que são os minerais críticos e estratégicos”, ponderou.
Já Marisa Cesar ressaltou os esforços empenhados pela AMC na interlocução com o Governo Federal para destravar a PNMCE. “Mineração é capital estrangeiro. O ciclo da mineração é longo, e esse ciclo longo depende de investimentos.
“Nós propomos adequações para o PL 2780/2024, que sejam estruturantes e compatíveis com o que precisamos no setor, ainda mais nos minerais críticos que são commodities novas. Ter uma política nacional de minerais críticos é essencial para o país em termos de governança. E dentro dessa política, a criação de um fundo garantidor; assim como a proposição de termos de forma escalonável incentivos fiscais; e selos de carbono que trazem benefícios para a sustentabilidade”, afirmou.
A composição da estrutura do Conselho Nacional para a Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE) também é considerado ponto sensível e acendeu alerta dos executivos. “O que nos resta enquanto instituições é trabalharmos na questão da regulamentação. A gente entende que é preciso ter um mecanismo para que as homologações não ocorram em todos os processos ”, acrescentou a presidente do conselho da AMC.
De acordo com o assessor da presidência da ABDI, o Brasil não está preparado para financiar investimentos que estejam baseados apenas em pesquisa mineral, e portanto todas as reformas institucionais são imprescindíveis para promover a exploração e a extração mineral do país. Passos também frisou a existência do Programa Destrava para acelerar o licenciamento ambiental.
Para Leonardo Faria, vice-presidente do conselho superior da ADIMB, democratizar o investimento na mineração permitirá o impulsionamento de pequenas e médias empresas. “Precisamos dialogar mais para que uma política não sufoque uma oportunidade que a gente tem no momento”, disse Faria. Julio Nery do Ibram frisou que o país precisa efetivamente ter um mercado de capital para as empresas juniores.
Invest Mining Summit 2026
O Invest Mining Summit 2026 acontece no dia 20 de outubro de 2026, no Auditório Baleia, B32, na Av. Brigadeiro Faria Lima (São Paulo/SP). O evento reúne painéis e palestras temáticas voltadas para discutir as oportunidades de negócios do setor mineral e seu potencial como alternativa estratégica de investimento.
O encontro será um espaço para apresentar e debater os diferentes mecanismos de financiamento disponíveis, contemplando tanto projetos em fase pré-operacional quanto empreendimentos já em operação, oferecendo aos participantes uma visão ampla e atualizada do mercado.
O Invest Mining Summit 2026 se consolida como um evento estratégico entre o setor mineral e o universo dos investimentos, fortalecendo conexões e impulsionando novas oportunidades de negócios.
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