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Por Ricardo Lima
A Mineração Rio do Norte (MRN) recebeu, na quarta-feira (29), a Licença de Instalação (LI) do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para o Projeto Novas Minas (PNM), no oeste do Pará. A autorização permite o início das obras e viabiliza a continuidade das operações da empresa até 2041.
Com previsão de R$ 9 bilhões em investimentos entre 2027 e 2041, o projeto deve sustentar cerca de 7,5 mil empregos e ampliar a produção anual para 12,5 milhões de toneladas de bauxita, além de gerar impactos econômicos na região.
“Estamos falando de um projeto estratégico, que conecta produção, desenvolvimento regional e competitividade industrial“
Guido Germani – CEO DA MRN.
O CEO da MRN, Guido Germani, afirmou que o projeto é estratégico para o país. “É fundamental para a sustentabilidade da cadeia do alumínio no Brasil, fortalecer a indústria nacional e contribuir para a economia. Estamos falando de um projeto estratégico, que conecta produção, desenvolvimento regional e competitividade industrial”, afirmou.
Licença destrava nova fase do projeto
A emissão da licença ocorre após manifestação técnica do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que não identificou impedimentos ao licenciamento, incluindo questões envolvendo comunidades quilombolas. A etapa é considerada decisiva dentro de um processo iniciado em 2018, com estudos ambientais e consultas públicas nos municípios de Oriximiná, Terra Santa e Faro.
A autorização permite à mineradora iniciar a implantação do projeto, que inclui preparação de áreas, construção de infraestrutura operacional e abertura de acessos. O Novas Minas prevê a exploração de bauxita em cinco novos platôs: Rebolado, Escalante, Jamari, Barone e Cruz Alta Leste.
Durante a fase de implantação, a expectativa é de criação de cerca de 2,3 mil vagas de trabalho, além da ampliação de investimentos sociais, ambientais e em infraestrutura nas comunidades locais.
Impacto econômico do projeto
O projeto é visto como um vetor de continuidade econômica para o oeste paraense. A operação deve gerar aproximadamente R$ 380 milhões anuais em impostos e contribuições, além de movimentar cerca de R$ 727,5 milhões em compras locais.
A bauxita extraída pela MRN é matéria-prima essencial para a produção de alumina e tem papel relevante na cadeia do alumínio no Brasil, setor considerado estratégico para a indústria e para a balança comercial do país.
O licenciamento incluiu a elaboração de Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e do Estudo do Componente Quilombola (ECQ), com consulta às comunidades afetadas conforme a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). A partir desses levantamentos, foram estruturados planos de gestão ambiental e medidas de mitigação de impactos.
Entre as soluções previstas está o uso do método de disposição de rejeitos a seco em cava, apontado como alternativa com menor impacto ambiental em comparação a modelos tradicionais.











