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Por Ricardo Lima
A inovação e os investimentos em pesquisa e desenvolvimento estão no centro da estratégia da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) para ampliar as aplicações do nióbio. A afirmação foi feita pelo CEO da empresa, Ricardo Fonseca de Mendonça, durante o talk show O papel da liderança em inovação, nesta quarta-feira (26), na Exposibram 2026.
Segundo Mendonça, quando a CBMM foi criada, dois anos após a descoberta do nióbio em Araxá (MG), ainda não se conhecia o potencial de utilização do mineral. “Há 70 anos, ninguém sabia a utilidade do nióbio”, afirmou. Desde então, a empresa adotou como estratégia investir em pesquisa e desenvolvimento e avançar na criação de aplicações para o mineral.
O executivo destacou que a aproximação com universidades foi fundamental para a evolução tecnológica da companhia e para a descoberta de novos mercados. A partir de 2012, a CBMM passou a ampliar as pesquisas para áreas como baterias, indústria óptica, saúde, máquinas de ressonância magnética e turbinas com ligas de níquel e nióbio.
O ferro-nióbio continua sendo o principal produto da empresa para a indústria siderúrgica, mas a companhia também avançou na comercialização de outros materiais e aplicações. “Sempre focamos em ver como a tecnologia aplicada poderia ajudar a demanda mundial”, disse Mendonça. Atualmente, segundo o CEO, a CBMM investe entre R$ 250 milhões e R$ 300 milhões por ano em pesquisa e desenvolvimento.
A estratégia de estímulo à ciência também inclui o Prêmio CBMM de Ciência e Tecnologia, criado em 2019. De acordo com Mendonça, a iniciativa não se limita a pesquisas relacionadas ao nióbio e já reconheceu trabalhos em áreas como medicina e matemática. “Não precisa ter relação com o nióbio”, afirmou, reforçando a visão da empresa de que inovação depende do incentivo contínuo à ciência e ao conhecimento.





