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Por Ricardo Lima
O mercado global de cobre vive uma mudança de cenário: o problema deixou de ser a falta de demanda e passou a ser a capacidade de ampliar a oferta. A avaliação é de René Muga Escobar, vice-presidente de Assuntos Corporativos América Latina da BHP, durante o talk show “As principais tendências no mercado de commodities minerais”, na terça-feira (25), na Exposibram 2026.
Segundo Escobar, a queda dos teores dos minérios e a maior complexidade das operações exigem que as mineradoras processem volumes cada vez maiores para obter a mesma quantidade de metal. “A demanda não será um problema; será uma questão de oferta”, afirmou.
Diante desse cenário, o executivo defendeu uma mudança na forma de atuação da indústria, com mais parcerias entre empresas, governos e demais partes interessadas. Para ele, a cooperação será necessária para garantir cadeias de suprimentos resilientes e criar condições para novos investimentos nos países produtores.
A América Latina, nesse contexto, aparece como uma das regiões com maior potencial. “A América Latina, e claro, não apenas o Brasil, é uma grande oportunidade. E eu estou muito otimista com isso”, disse Escobar, ao destacar a necessidade de ampliar investimentos para atender à demanda futura por minerais críticos.
O executivo também afirmou que a BHP definiu o cobre como “o motor de crescimento” da companhia. A aposta considera o avanço da eletrificação e da economia de baixo carbono, além do potencial de aumento do consumo em países emergentes, onde o uso per capita do metal ainda é significativamente inferior ao observado em economias desenvolvidas.
Para Escobar, o novo ciclo exigirá mais disciplina, inovação e capacidade de articulação do setor. “Precisamos ir e olhar muito mais longe do que estamos fazendo hoje”, afirmou.





