Por Redação
O governo federal pretende realizar, em menos de 30 dias, a primeira reunião plenária do Conselho Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A previsão foi anunciada pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Fernando Rosa, nesta terça-feira (3), durante seminário sobre a implementação da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (Lei nº 15.506/2026), na Câmara dos Deputados.
O ministro afirmou que a agenda é prioridade absoluta do governo Lula e destacou que a estratégia nacional deverá ir além da exploração mineral, concentrando esforços na industrialização e na agregação de valor aos recursos brasileiros.
“É preciso agregar valor”, afirmou Rosa. Segundo o ministro, “o valor econômico é muito baixo” quando a atividade se limita à exploração mineral, ao defender o desenvolvimento de cadeias produtivas nacionais.
Outro ponto destacado foi a criação de mecanismos de triagem de investimentos, que permitirão avaliar projetos no setor considerando os interesses estratégicos do país. Segundo o ministro, a medida seguirá práticas internacionais e não terá como objetivo restringir a entrada de capital estrangeiro.
“O mundo todo realiza a triagem, o Brasil é quem não faz, e nós vamos fazer”, declarou. Ele acrescentou que o mecanismo deverá organizar a entrada de investimentos, e não afastar investidores.
Rosa também informou que o governo trabalhará na definição das listas de minerais críticos e estratégicos e das cadeias produtivas prioritárias, com participação de especialistas, academia e setor produtivo. Ressaltou, porém, que as prioridades não serão excludentes e poderão ser ampliadas conforme as necessidades do país.
Ao destacar o potencial brasileiro, o ministro ressaltou a importância das reservas nacionais de minerais críticos e terras raras diante da disputa geopolítica internacional por esses recursos. Para ele, o desafio é transformar essa vantagem natural em desenvolvimento industrial, tecnológico e econômico.
“Nada vale a simples constatação, e pouco valerá a simples atividade minerária”, afirmou.
Ao final, o ministro convocou a iniciativa privada a participar da implementação da política, com apresentação de projetos e investimentos a partir de 2027. Segundo ele, a articulação entre governo, Congresso e setor produtivo será decisiva para posicionar o Brasil nas cadeias globais de minerais estratégicos.













