Minera Brasil
  • Home
  • Quem somos
  • Editorias
    • Jazida
    • Economia
    • Negócios
    • Entrevistas
    • Pesquisa Mineral
    • Mulheres na Mineração
    • Transição Energética
    • Artigos & Opinião
    • Legislação
    • Internacional
    • Tecnologia & Inovação
    • Oportunidades
    • Sustentabilidade
    • Política
    • Mineração e Mercado de Capitais
    • Executivos
    • Exclusivo
    • Empresas
    • Eventos
    • TV MINERA
  • TV MINERA
Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Login
  • Home
  • Quem somos
  • Editorias
    • Jazida
    • Economia
    • Negócios
    • Entrevistas
    • Pesquisa Mineral
    • Mulheres na Mineração
    • Transição Energética
    • Artigos & Opinião
    • Legislação
    • Internacional
    • Tecnologia & Inovação
    • Oportunidades
    • Sustentabilidade
    • Política
    • Mineração e Mercado de Capitais
    • Executivos
    • Exclusivo
    • Empresas
    • Eventos
    • TV MINERA
  • TV MINERA
Sem resultados
Ver todos os resultados
Minera Brasil
Sem resultados
Ver todos os resultados
Home Eventos

Depósitos andinos de cobre e ouro podem ter reservas relevantes de minerais críticos

Pesquisadora Irene Del Real afirma que depósitos entre o Chile e Peru revelam nova compreensão tectônica e podem redefinir modelos de exploração mineral na América do Sul

18 de maio de 2026
em Eventos
0
Depósitos andinos de cobre e ouro podem ter reservas relevantes de minerais críticos

depósitos podem conter minerais considerados estratégicos para a transição energética e para tecnologias avançadas, segundo pesquisadora.

Comente, compartilhe e deixe sua opinião nos comentários! Sua participação é essencial para enriquecer o debate

Por Redação

A pesquisadora de geologia e professora chilena Irene Del Real afirmou durante o SIMEXMIN 2026 que os depósitos andinos do tipo IOCG (óxido de Ferro, cobre e ouro) representam um dos sistemas metalogenéticos mais complexos e promissores do mundo para exploração mineral. Segundo a palestrante internacional, novas pesquisas indicam que esses depósitos estão diretamente ligados à evolução tectônica dos Andes e à interação entre diferentes pulsos hidrotermais ao longo do tempo geológico.

Durante apresentação realizada nesta segunda-feira (18), Del Real destacou que os depósitos IOCG andinos se diferenciam dos sistemas mais antigos encontrados em regiões arqueanas e proterozoicas por sua forte associação com ambientes de subducção ativa no Mesozoico. A pesquisadora argumentou que a compreensão estrutural e tectônica desses sistemas tem se tornado fundamental para o avanço da exploração mineral na cordilheira.

“Não existe um modelo único que explique todos os depósitos IOCG do mundo”, afirmou a geóloga. “A geologia do Arqueano era completamente diferente da geologia do Mesozoico, mas ainda assim observamos depósitos semelhantes”, explicou.

O cinturão IOCG andino se estende do centro do Peru ao centro do Chile, concentrando alguns dos depósitos mais relevantes da América do Sul, como Mina Justa, Raul Condestable, Manto Verde e o distrito de Candelaria-Punta del Cobre.

Ela destacou ainda a importância do sistema de falhas de Atacama, estrutura com mais de mil quilômetros de extensão que controla espacialmente grande parte dos depósitos IOCG chilenos.

Geologia de Carajás reforça singularidade dos depósitos andinos

Durante a apresentação, Irene Del Real também estabeleceu comparações entre os depósitos IOCG andinos e os grandes sistemas minerais de Província Mineral de Carajás, uma das principais províncias metalogenéticas do mundo. 

Segundo a geóloga, embora os depósitos apresentem características semelhantes — como enriquecimento em óxidos de ferro, cobre e ouro — existem diferenças fundamentais relacionadas ao contexto tectônico e à idade geológica dos sistemas. Enquanto os depósitos andinos foram formados em ambiente de subducção ativa durante o Mesozoico, os depósitos brasileiros possuem origem muito mais antiga, associada ao Arqueano e ao Proterozoico.

Irene Del Real apresentou a evolução geológica de depósitos andinos.

Del Real destacou que essa diferença temporal dificulta a criação de um modelo único para todos os depósitos IOCG globais. “A geologia do Arqueano era muito diferente da geologia do Mesozoico”, afirmou ao comparar os sistemas andinos aos de Carajás. 

A pesquisadora ressaltou que os depósitos brasileiros estão entre os exemplos mais antigos desse tipo de mineralização no planeta, enquanto os andinos representam alguns dos mais jovens. Apesar disso, ela observou que ambos compartilham elementos essenciais, como forte controle estrutural, abundância de magnetita e hematita e potencial para hospedar minerais críticos, incluindo cobre, ouro, cobalto e elementos terras raras.

Depósitos podem conter minerais críticos, além de cobre e ouro

Embora sejam conhecidos principalmente pelo cobre e ouro, os depósitos IOCG também podem hospedar minerais considerados estratégicos para a transição energética e para tecnologias avançadas.

“Eles podem conter cobalto, níquel, urânio e elementos terras raras”, afirmou Del Real. “E, como o nome indica, são extremamente ricos em óxidos de ferro”, diz.

Segundo a geóloga, os sistemas IOCG possuem forte controle estrutural e nem sempre estão diretamente associados a intrusões ígneas, característica que os diferencia de depósitos do tipo pórfiro, predominantes na mineração chilena contemporânea.

Relação entre magnetismo e mineralização ainda gera debate

Outro ponto destacado na apresentação foi a relação entre magmatismo e mineralização nos depósitos IOCG. Embora diversos distritos apresentem intrusões ígneas contemporâneas aos depósitos minerais, Del Real afirmou que ainda não existe comprovação definitiva de que essas intrusões sejam diretamente responsáveis pela mineralização.

“Temos plutons ao lado da mineralização com a mesma idade, mas que não são mineralizados”, explicou. “Não conseguimos provar diretamente que eles sejam a fonte da mineralização, mas também não podemos ignorar essas coincidências.”

Pesquisas recentes conduzidas no distrito de Candelaria-Punta del Cobre indicam mudanças nas características geoquímicas do magmatismo ao longo do tempo, especialmente após cerca de 115 milhões de anos atrás, período associado aos principais eventos mineralizantes.

Novo modelo propõe evolução temporal dos depósitos

A parte central da palestra apresentou um novo modelo conceitual para os depósitos IOCG andinos. Segundo Del Real, evidências geoquímicas recentes sugerem que os depósitos de óxido de ferro-apatita (IOA) e os IOCG não representam necessariamente níveis verticais distintos de um mesmo sistema, mas sim estágios evolutivos ao longo do tempo.

A geóloga mostrou resultados obtidos a partir da química da actinolita — mineral comum nesses sistemas — que indicam mudanças progressivas de temperatura e composição dos fluidos mineralizantes.

“O relacionamento entre esses depósitos não é vertical. É temporal”, afirmou. “A sobreposição das alterações está diretamente relacionada ao tipo de mineralização que vamos encontrar.”

Segundo ela, eventos iniciais ricos em magnetita, actinolita e apatita podem evoluir posteriormente para estágios ricos em sulfetos e cobre, associados à mineralização IOCG principal.

Exploração mineral também ajuda a compreender tectônica andina

Del Real afirmou que o estudo econômico desses depósitos também contribui para o entendimento da evolução tectônica dos Andes.

“Eu sempre digo aos meus alunos que a geologia econômica também ajuda a entender a tectônica do país”, afirmou.

A pesquisadora defendeu que os depósitos IOCG devem ser interpretados como sistemas dinâmicos e evolutivos, e não apenas como conjuntos isolados de mineralizações sobrepostas.

“É importante entender esses depósitos como um sistema em evolução”, concluiu. “Não apenas como sistemas que se sobrepõem no espaço, mas como sistemas que evoluem ao longo do tempo”, afirma.


Compartilhe:

  • Compartilhar no LinkedIn(abre em nova janela) LinkedIn
  • Compartilhar no X(abre em nova janela) X
  • Compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook
  • Compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp

Curtir isso:

Curtir Carregando...
Post Anterior

Brasil pode consolidar liderança mundial em recursos naturais e energia limpa, diz diretor Vale

Deixe uma respostaCancelar resposta

345x345
  • Tendências
  • Comentários
  • Último
Remuneração aos acionistas é anunciada pela Vale

Vale fecha acordo para fim da escala 6×1 em suas operações no Brasil

13 de maio de 2026
Atlas Lithium contrata empresas de construção e engenharia para o projeto Neves, em Minas Gerais

Atlas Lithium contrata empresas de construção e engenharia para o projeto Neves, em Minas Gerais

28 de abril de 2026

Ação judicial em Goiás quer barrar venda da Serra Verde à USA Rare Earth

8 de maio de 2026
O homem que descobriu Salobo, a grandiosa mina de cobre da Província Mineral de Carajás

O homem que descobriu Salobo, a grandiosa mina de cobre da Província Mineral de Carajás

22 de abril de 2026

USA Rare Earth compra Serra Verde por US$ 2,8 bilhões

Audiência Pública debate futuro do Indústria do lítio no Vale do Jequitinhonha

Audiência Pública debate futuro do Indústria do lítio no Vale do Jequitinhonha

Serra Verde obtém financiamento de US$ 565 milhões dos EUA para terras raras

Serra Verde obtém financiamento de US$ 565 milhões dos EUA para terras raras

SGB identifica área promissora para terras raras entre SP, PR e SC

SGB identifica área promissora para terras raras entre SP, PR e SC

Depósitos andinos de cobre e ouro podem ter reservas relevantes de minerais críticos

Depósitos andinos de cobre e ouro podem ter reservas relevantes de minerais críticos

18 de maio de 2026
Brasil pode consolidar liderança mundial em recursos naturais e energia limpa, diz diretor Vale

Brasil pode consolidar liderança mundial em recursos naturais e energia limpa, diz diretor Vale

18 de maio de 2026
Governo destaca minerais críticos como eixo da soberania econômica

Governo destaca minerais críticos como eixo da soberania econômica

18 de maio de 2026
ADIMB homenageia personalidades relevantes do setor mineral

ADIMB homenageia personalidades relevantes do setor mineral

18 de maio de 2026

Notícias Recentes

Depósitos andinos de cobre e ouro podem ter reservas relevantes de minerais críticos

Depósitos andinos de cobre e ouro podem ter reservas relevantes de minerais críticos

18 de maio de 2026
Brasil pode consolidar liderança mundial em recursos naturais e energia limpa, diz diretor Vale

Brasil pode consolidar liderança mundial em recursos naturais e energia limpa, diz diretor Vale

18 de maio de 2026
Governo destaca minerais críticos como eixo da soberania econômica

Governo destaca minerais críticos como eixo da soberania econômica

18 de maio de 2026
ADIMB homenageia personalidades relevantes do setor mineral

ADIMB homenageia personalidades relevantes do setor mineral

18 de maio de 2026
Minera Brasil

© 2024 Minera Brasil - Agência de Notícias da Mineração Brasileira.

Navegar no site

  • Home
  • Quem somos
  • Editorias
  • TV MINERA

Siga o Minera nas redes sociais

Bem vindo de volta!

Faça login com o Google
Faça login com o Linked In
OU

Faça login em sua conta abaixo

Esqueceu a senha?

Recuperar sua senha

Por favor, digite seu nome de usuário ou endereço de e-mail para redefinir sua senha.

Login
Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Home
  • Quem somos
  • Editorias
    • Jazida
    • Economia
    • Negócios
    • Entrevistas
    • Pesquisa Mineral
    • Mulheres na Mineração
    • Transição Energética
    • Artigos & Opinião
    • Legislação
    • Internacional
    • Tecnologia & Inovação
    • Oportunidades
    • Sustentabilidade
    • Política
    • Mineração e Mercado de Capitais
    • Executivos
    • Exclusivo
    • Empresas
    • Eventos
    • TV MINERA
  • TV MINERA

© 2024 Minera Brasil - Agência de Notícias da Mineração Brasileira.

Este site usa cookies para garantir que você obtenha a melhor experiência em nosso site.
ASSINE NOSSA NEWSLETTER
Fique atualizado com as últimas notíciase inovações do setor mineral brasileiro.
Close
%d