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BNDES e Vale anunciam vencedor que vai gerir o fundo de minerais estratégicos

Consórcio formado pela Ore Investments e JGP BB Asset ficou em 1º lugar. O Fundo irá priorizar os minerais para transição energética e descarbonização, sendo eles, cobalto, cobre, estanho, grafita, lítio, manganês, minério de terras raras, minérios do grupo da platina, molibdênio, nióbio, níquel, silício, tântalo, titânio, tungstênio, urânio, vanádio e zinco. Fosfato, potássio e remineralizadores, minerais fundamentais para a fertilidade do solo, também estão no rol de elementos abrangidos pelo Fundo.

2 de outubro de 2024
em Negócios
0
Mineração amplia faturamento e recolhimento de tributos em 6% no 1º semestre

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Vale anunciaram nesta quarta-feira, 2/9, que o consórcio formado pela Ore Investments e a JGP BB Asset foi selecionado em 1º lugar na chamada pública para a escolha de um Fundo de Investimento em Participações (FIP) com foco em projetos de pesquisa, desenvolvimento, implantação ou operação de ativos de minerais estratégicos para transição energética, descarbonização e minerais fertilizantes. Esse é primeiro FIP do BNDES focado em mineração.

Na seleção, em segundo lugar ficou a ACE Capital Grou e, em terceiro, o consórcio formado pela Tivio Capital e RCF. Com a finalização desta etapa, a proposta vencedora participará de rodada final de avaliação das condições contratuais, regulamento do fundo e de diligências legais.

O anúncio ocorreu nesta quarta-feira, 2, em conversa online com jornalistas com a participação do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, dos diretores Alexandre Abreu (Financeiro e de Mercado de Capitais) e José Luis Gordon (Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior) do Banco e do presidente da Vale, Gustavo Pimenta.

O edital, anunciado em maio de 2024, prevê que a BNDESPAR e a Vale irão subscrever cotas no valor mínimo de R$ 100 milhões e máximo de R$ 250 milhões cada, observado o percentual máximo de participação individual de 25% no capital comprometido total do Fundo.

“A criação do Fundo de Minerais Estratégicos dá continuidade ao apoio do BNDES ao setor de mineração. Nos últimos dez anos foram investidos R$ 8,3 bilhões em financiamentos para cerca de 1.800 empresas. A exploração sustentável dos minerais críticos será fundamental para colocar o Brasil na liderança global da transição energética, um dos objetivos centrais do governo do presidente Lula”, disse o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

OPORTUNIDADE DE NEGÓCIO

O presidente da Vale, Gustavo Pimenta, destacou que o lançamento do fundo junto com o BNDES é uma oportunidade de negócio, que visa desenvolver um mercado que no Brasil tem muito pouco acesso a capital.

“A Vale é uma grande produtora de minerais para a transição energética e tem orgulho de integrar uma iniciativa que vai potencializar os investimentos em metais críticos e promover o crescimento das cadeias produtivas nacionais. O grande interesse pela gestão do fundo evidencia a robustez do mercado de exploração e produção de minerais estratégicos no Brasil”, afirmou o presidente da Vale, Gustavo Pimenta.

FIP MINERAIS ESTRATÉGICOS

A iniciativa tem estimativa de mobilizar até R$ 1 bilhão, recursos que poderão ser investidos em até 20 empresas júnior e de médio porte que atuem em pesquisa mineral, desenvolvimento e implantação de novas minas de minerais estratégicos no Brasil.

O Fundo irá priorizar os minerais para transição energética e descarbonização, sendo eles, cobalto, cobre, estanho, grafita, lítio, manganês, minério de terras raras, minérios do grupo da platina, molibdênio, nióbio, níquel, silício, tântalo, titânio, tungstênio, urânio, vanádio e zinco. Fosfato, potássio e remineralizadores, minerais fundamentais para a fertilidade do solo, também estão no rol de elementos abrangidos pelo Fundo.

A ideia é de que a participação da Vale e do BNDES atraia outros interessados para o fundo, que tem previsão inicial de receber ao todo até 1 bilhão de reais para investir em até 20 empresas na área de minerais estratégicos.

Entre os minerais estratégicos para transição energética e descarbonização citados que poderão receber aportes do fundo estão cobalto, cobre, estanho, grafita, lítio, manganês, terras raras, molibdênio, nióbio e níquel. Fosfato, potássio e remineralizadores, minerais fundamentais para a fertilidade do solo, também estão no rol de elementos abrangidos pelo fundo.

INCENTIVO A PESQUISA MINERAL

As companhias que serão apoiadas pelo fundo serão brasileiras ou com sede no exterior, mas com 90% de operação nesses minerais estratégicos no Brasil. Um dos focos iniciais do fundo será apoiar um trabalho das empresas para pesquisa mineral.

A Vale poderá eventualmente avaliar no futuro participar de algum desses projetos, caso ache interessante. Entretanto, Pimenta pontuou que atualmente, na área de metais básicos, a empresa tem como foco ampliar suas operações em cobre e níquel, que já estão em seu portfólio.

“O nosso grande foco hoje é naqueles minerais que a gente tem em carteira, tanto níquel quanto cobre, porque a gente tem vantagem competitiva, a gente conhece esses minerais, a gente consegue produzir eles na curva de custo bastante competitiva para a indústria”, afirmou.

O executivo disse que a Vale avalia oportunidades para crescer na produção de cobre, eventualmente triplicando sua produção, após ter ficado para trás na comparação com concorrentes.

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