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Por Pedro Henrique Silva
Painel ocorrido hoje na Exposibram (25/8) teve a moderação de Ismael Daoud, gerente de vendas para América Latina da Wood Mackenzie; Thiago Toscano, CEO da Itaminas; Carlos Mello, CEO da CSN Mineração; Antonio Pereira, diretor de operações do Salobo na Vale Metais Básicos; e Rodrigo Gomides, presidente da Kinross Brasil.
Foi consenso entre as organizações o reconhecimento de que a longo prazo o País possui uma vantagem de posição geológica e apresenta diferenciais competitivos únicos e maiores que suas dificuldades, embora o prazo para colocar uma mina em operação seja longo e possa levar até 15 anos.
“Estamos vivendo um momento de transformação, presente em nosso povo, e no mercado que visa descarbonizar a cadeia produtiva. Mesmo com desafios globais, o Brasil segue sim sendo competitivo. A gente se vê como protagonista desse processo e precisamos repactuar com a sociedade, principalmente, para atrair jovens. Portanto, decisões a serem tomadas precisam ser estratégicas em função do período entre exploração e extração”, disse Carlos Mello. Nesse sentido, o CEO da CSN Mineração também afirmou que a mineração em si exige muito capital, seja para adquirir novos equipamentos, novas frotas para se manter ou no investimento de novas tecnologias. E nesse ciclo, por vezes, acaba sendo mais barato o reprocessamento do minério estéril, visando a obtenção de um minério de ferro com alto teor. “Tecnologias para reaproveitamento mineral estão evoluindo para permitir produção mais eficiente com menos recursos”, acrescentou Mello.
Toscano ressaltou que o custo é competitividade e, de modo geral, as empresas de mineração necessitam investir em reputação e imagem, caso queiram melhorar a comunicação e a popularização do setor mineral. Para ele, os investimentos realizados pela Itaminas com o objetivo de estabelecer maior conexão com a sociedade, a exemplo do site (mundosemmineracao.com.br/) que busca aproximar e mudar a percepção do público leigo sobre o setor extrativista mineral, potencializando o respeito, o diálogo entre comunidades e possibilitando o enfrentamento de desafios setoriais em conjunto. O CEO da Itaminas abordou a necessidade de uma gestão ambidestra pelas empresas que priorize e dê lucro – capaz de gerar caixa financeiro e, por conseguinte, retornos de investimento no balanço patrimonial e para os investidores.
Rodrigo Gomides, da Kinross Brasil, por sua vez, apontou que a demanda por minério de ouro é constante mas muita reserva ainda não é explorada ou conhecida no Brasil. Segundo ele, o setor mineral tem se esforçado para reconquistar a confiança da sociedade e passado por transformações relacionadas à geração de maior confiabilidade e segurança nas relações entre organizações e pessoas. “O Brasil é um país consolidado frente a outros players globais. Temos que continuar melhorando. Nós temos uma capacidade de adaptabilidade para crescer e continuar evoluindo. A gente quer continuar conquistando confiança e influenciando essa indústria”, disse.
Segundo os painelistas, o cobre apresenta alta demanda. No entanto, no quesito oferta, momentaneamente, se encontra aquém. Estima-se que a produção de Cobre da Vale salte de 330 mil para mais de 700 mil toneladas anuais em 10 anos.
O crescimento esperado e apontado pelas empresas, dessas commodities, tende a ser promissor na medida que houver um maior trabalho em conjunto e compartilhado em rede, sendo o cenário futuro positivo, inclusive quando se refere ao desenvolvimento de mão de obra. Toscano frisou também que as parcerias estabelecidas devem ultrapassar as relações estritamente comerciais para atingir uma visão de solução de problemas com uma performance melhor, podendo ser desde uma inteligência artificial, modelo ou processo.





