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Por Ricardo Lima
A Vale divulgou ontem (28/04) lucro líquido de US$ 1,893 bilhão no primeiro trimestre de 2026, resultado 36% superior ao registrado no mesmo período de 2025. O valor corresponde a cerca de R$ 9,4 bilhões e reverte parcialmente o prejuízo de US$ 3,844 bilhões apurado no quarto trimestre do ano passado.
O avanço foi sustentado pelo aumento das vendas de minério de ferro, cobre e níquel, além da valorização de preços desses produtos. No trimestre, a receita líquida somou US$ 9,26 bilhões, alta de 14% em relação a um ano antes, enquanto o Ebitda ajustado ficou em US$ 3,9 bilhões, crescimento anual de 23%.
“Entregamos um início sólido em 2026, refletindo nossa execução disciplinada, excelência operacional e o contínuo desenvolvimento de projetos estratégicos em todo o nosso portfólio”, afirmou Gustavo Pimenta, CEO da companhia.
Vendas impulsionam resultado
As vendas de minério de ferro cresceram 4% na comparação anual, com acréscimo de 3 milhões de toneladas. O volume comercializado no trimestre chegou a 68,7 milhões de toneladas, avanço de 3,9%.
O preço médio realizado do minério de ferro fino atingiu US$ 95,8 por tonelada, alta de 5,5% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Já o custo caixa C1 subiu 12%, para US$ 23,6 por tonelada, impactado principalmente pela valorização do real frente ao dólar.
A companhia destacou ainda que o Complexo S11D Eliezer Batista, em Canaã dos Carajás (PA), registrou a maior produção de minério de ferro para um primeiro trimestre.
No campo dos investimentos, o capex totalizou US$ 1,09 bilhão, recuo de 7% na comparação anual, em linha com a projeção de US$ 5,4 bilhões a US$ 5,7 bilhões para 2026.
Vale Base Metals amplia geração de caixa
A divisão Vale Base Metals (VBM), responsável pelos ativos de cobre e níquel, apresentou forte expansão operacional no trimestre. Segundo a companhia, o Ebitda do segmento avançou 116% na comparação anual, beneficiado por maior produção, menores custos e receitas adicionais com subprodutos.
As vendas de cobre aumentaram 11% em relação ao mesmo período de 2025, enquanto as de níquel avançaram 15%. Os preços realizados também subiram: o cobre alcançou US$ 13.143 por tonelada, alta de 48%, e o níquel chegou a US$ 17.015 por tonelada, crescimento de 6%.
“Na VBM, continuamos a colher os benefícios de nossas iniciativas de otimização de ativos, resultando em maior produção e menores custos”, disse Pimenta.
No níquel, os custos all-in recuaram 48% em um ano, para US$ 8.184 por tonelada, enquanto no cobre ficaram negativos em US$ 642 por tonelada, reflexo do peso das receitas de subprodutos.
Projetos de expansão avançam
Entre os projetos de expansão, a mineradora informou que os investimentos em crescimento somaram US$ 182 milhões, queda de 42%, em razão de menores desembolsos em Soluções de Minério de Ferro.
O projeto Serra Sul +20 alcançou 86% de avanço físico. A Vale informou ter iniciado em março os testes de carga do transportador de correia, enquanto a construção do britador de compactos chegou a 91%, com obras civis concluídas. O start-up está previsto para o segundo semestre de 2026.












