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Por Redação
A St George Mining tem interesse na aquisição dos ativos industriais da Mosaic em Araxá (MG), segundo fontes ouvidas pela CNN Brasil. A estratégia da mineradora seria utilizar a estrutura já instalada para reduzir custos e prazos e acelerar o desenvolvimento de suas operações em terras raras e nióbio, minerais considerados altamente estratégicos em escala global.
O foco da companhia não está na operação de mineração em si, mas nos ativos industriais já disponíveis, como sistemas de energia, abastecimento de água, tanques e equipamentos que poderiam ser adaptados para o processamento químico e a purificação de minerais críticos.
A oportunidade surge após a decisão da Mosaic de paralisar as operações do complexo de Araxá e avançar na venda dos ativos na região, como parte de uma estratégia de redução de custos e otimização de portfólio.
Entre os ativos considerados mais valiosos pela St George está a planta de ácido sulfúrico, insumo essencial em etapas de purificação de terras raras. A existência dessa estrutura é vista como um diferencial competitivo para acelerar a operação.
Fontes indicam ainda que a possível aquisição deve ocorrer por meio de compra direta dos ativos, condicionada a um processo de due diligence para avaliação de passivos e responsabilidades, uma vez que o complexo opera há décadas.
Além dos ganhos industriais, a operação também poderia mitigar impactos sociais decorrentes da paralisação das atividades da Mosaic na região, ao possibilitar a retomada sob nova gestão.
A St George Mining é responsável pelo Projeto Araxá, voltado à produção de terras raras e nióbio em Minas Gerais. O empreendimento ainda está em fase de desenvolvimento, com campanhas de sondagem, estudos metalúrgicos e definição do modelo de processamento em andamento.
O cronograma da empresa prevê a conclusão de estudos de viabilidade econômica, seguida do licenciamento ambiental e da definição da engenharia da planta. A previsão é que o projeto entre em operação até 2027.
O ativo é acompanhado de perto pelo mercado devido ao crescimento da demanda global por terras raras, minerais essenciais para a transição energética, tecnologias avançadas e setor de defesa, em um contexto de redução da dependência internacional da China.
O projeto está localizado ao lado das instalações da CBMM, maior produtora mundial de nióbio, responsável por cerca de 80% da oferta global.













