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Home Simexmin 2026

Projeto Furnas amplia recursos e reforça potencial de mineralização de cobre e ouro em Carajás

Estudo apresentado no Simexmin 2026 aponta continuidade em profundidade, crescimento de recursos minerais e viabilidade econômica robusta para depósito da Ero Copper no sudeste do Pará

1 de junho de 2026
em Simexmin 2026
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Projeto Furnas amplia recursos e reforça potencial de mineralização de cobre e ouro em Carajás

Projeto se beneficia de uma infraestrutura logística com acesso a ferrovias e sistemas robustos de transmissão de energia.

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Por Redação

Os avanços exploratórios e os novos modelos metalogenéticos do Projeto Furnas, localizado na Província Mineral de Carajás, no sudeste do Pará, foram apresentados durante o Simexmin 2026 pelo gerente-geral da Ero Copper, Daniel de Carvalho Suman. A apresentação destacou a evolução dos estudos geológicos, o aumento expressivo dos recursos minerais e a confirmação da continuidade da mineralização de cobre e ouro em profundidade.

Situado entre os municípios de Marabá e Parauapebas, próximo a importantes operações minerais da região de Carajás, o projeto se beneficia de uma infraestrutura logística considerada estratégica, com acesso a ferrovias e sistemas robustos de transmissão de energia. Segundo Suman, a localização favorece o desenvolvimento de futuras operações de grande escala.

“O projeto Furnas está localizado em uma área com excelente infraestrutura logística, com ferrovias e sistemas de transmissão capazes de suportar novas operações na região”, afirmou.

Além dos resultados técnicos, o executivo destacou a política de gestão integrada da companhia, enfatizando a segurança operacional e o cuidado socioambiental como pilares centrais do projeto.

“O valor que eu quero destacar hoje é o cuidado. Cuidado com as pessoas, com as comunidades e com o meio ambiente. Estamos trabalhando desde o final de 2023 sem nenhum acidente reportável no Projeto Furnas”, declarou.

Histórico exploratório e retomada do projeto

Embora o Projeto Furnas tenha sido identificado ainda nas décadas de 1960 e 1970, os primeiros trabalhos sistemáticos de exploração ocorreram nos anos 2000, inicialmente conduzidos pela Anglo American e posteriormente pela Vale. Após campanhas de sondagem realizadas entre 2001 e 2012, o projeto permaneceu paralisado até 2024, quando a Ero Copper firmou acordo com a Vale e retomou as atividades exploratórias.

A partir de outubro de 2024, a empresa iniciou uma nova campanha de sondagem que totalizou 28 mil metros perfurados ainda no primeiro ano. Posteriormente, outros 28 mil metros foram adicionados ao programa, permitindo a atualização dos recursos minerais e a elaboração do primeiro estudo econômico preliminar do projeto.

“Atualmente estamos iniciando o PFS e os estudos de EIA-Rima para o licenciamento ambiental”, explicou Suman.

Dois sistemas mineralizantes identificados

Os estudos geológicos apresentados indicam que Furnas abriga pelo menos dois eventos mineralizantes distintos. O principal corresponde a um sistema IOCG (Iron Oxide Copper Gold), típico da Província de Carajás, associado a mineralizações arqueanas ricas em magnetita, bornita e calcopirita.

Segundo o geólogo, análises isotópicas identificaram idades distintas para os eventos mineralizantes, sugerindo múltiplos pulsos hidrotermais na evolução do depósito.

A geologia local é marcada por forte deformação tectônica e intensa alteração hidrotermal, dificultando a identificação dos litotipos originais. As zonas mineralizadas apresentam forte associação com magnetita, granada, biotita e grunerita, além de alterações tardias ricas em carbonatos e pirita.

Continuidade em profundidade e mineralização de alto teor

Os resultados das campanhas de sondagem indicaram continuidade lateral e vertical da mineralização ao longo de aproximadamente nove quilômetros. As perfurações realizadas nas porções sudeste e noroeste do depósito confirmaram a presença de zonas espessas com elevados teores de cobre equivalente.

Entre os interceptos destacados pela empresa estão intervalos de 80 metros com 1,28% de cobre equivalente, além de trechos superiores a 100 metros com teores acima de 1% de cobre equivalente.

“Os furos confirmam a continuidade do corpo mineralizado, que permanece aberto em profundidade, com grande espessura e excelente teor”, ressaltou Suman.

O executivo explicou ainda que estruturas brechadas associadas a eventos mineralizantes mais tardios contribuíram para o enriquecimento de determinadas zonas do depósito, especialmente na região noroeste.

Crescimento dos recursos minerais

Com cerca de 70 mil metros de sondagem executados até o momento, o projeto registrou um aumento significativo em seus recursos minerais. Segundo os dados apresentados, o recurso total passou de 349 milhões para 472 milhões de toneladas, considerando teor de corte de 0,35%.

O conteúdo metálico estimado também apresentou crescimento expressivo. O cobre contido aumentou de aproximadamente 2,1 milhões para 2,63 milhões de toneladas, enquanto os recursos de ouro registraram incremento de cerca de 700 mil onças.

De acordo com Suman, os resultados demonstram alta eficiência do programa exploratório conduzido pela companhia.

“O avanço dos recursos mostra a excelente eficiência do programa exploratório, principalmente considerando os controles estruturais e as brechas mineralizadas identificadas”, afirmou.

Estudo econômico aponta operação híbrida

O estudo econômico preliminar desenvolvido pela empresa considera um modelo híbrido de lavra, combinando operações a céu aberto e subterrâneas desde o início da produção.

Segundo a Ero Copper, o modelo busca garantir maior flexibilidade operacional e manutenção da produção ao longo da vida útil da mina. A estimativa é de produção média anual de cerca de 81 mil toneladas de cobre equivalente.

Os indicadores econômicos apresentados incluem Valor Presente Líquido (VPL) pós-taxas de aproximadamente US$ 2,1 bilhões, taxa interna de retorno de 27% e payback estimado em três anos.

“Estamos avançando para o PFS com bastante confiança. O projeto se mostra muito resiliente, mesmo considerando possíveis riscos ainda não identificados”, destacou Suman.

Ao encerrar a apresentação, o gerente-geral da Ero Copper também ressaltou a parceria estratégica com a Vale no desenvolvimento do empreendimento.

“Temos uma relação extremamente eficiente com a Vale, o que garante agilidade nas tomadas de decisão e fortalece o desenvolvimento do projeto”, concluiu.

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