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Por Ricardo Lima
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou, nesta segunda-feira (24) durante a abertura da Exposibram 2026, que o governo trabalha para “destravar de forma adequada” as questões relacionadas às cavidades minerais e projetou que a região da Margem Equatorial poderá se tornar a maior área produtora de petróleo da história do Brasil.
Ao abordar os desafios do setor mineral e energético, Silveira também destacou o acordo de Mariana, a reestruturação da Agência Nacional de Mineração (ANM) e a necessidade de reconhecer a mineração como atividade fundamental para a economia nacional.
“Nós sabemos que capital é volátil, e gestores de empresas com capital aberto devem estar sempre atentos a cada instabilidade”, afirmou o ministro, ao comentar o cenário enfrentado pelo setor.
Sobre as discussões envolvendo as cavidades minerais e o decreto relacionado ao tema, Silveira disse que o governo busca uma solução que permita avançar sem comprometer a condução adequada da questão. “Na questão das cavidades, trabalhamos para que a gente destrave de forma adequada”, declarou.
O ministro também projetou um cenário de forte expansão da produção de petróleo na região da Margem Equatorial. Segundo Silveira, a área poderá superar, em produção, a atual referência histórica do Rio de Janeiro.
“Aquela região, da Margem Equatorial, será a de maior produção de petróleo da história do Brasil, mais do que o Rio de Janeiro”, afirmou, em referência à recente descoberta de petróleo na região.
Na avaliação do ministro, o potencial da nova fronteira petrolífera poderá produzir efeitos econômicos de longo prazo, especialmente para a geração de empregos. “Daqui a 20 anos espero geração abundante de petróleo, gerando novos empregos na região”, disse.
Silveira também mencionou o acordo de Mariana como uma das iniciativas relacionadas à reparação dos danos provocados pelo desastre e à destinação de recursos para o fortalecimento da estrutura de fiscalização do setor mineral.
Segundo o ministro, o acordo prevê R$ 170 milhões para pagamento ao longo de 20 anos, com recursos destinados, entre outras finalidades, à reestruturação da Agência Nacional de Mineração.
Silveira defendeu maior reconhecimento da importância estratégica da atividade mineral para o país. “O setor tem que ser reconhecido como fundamental para a economia nacional”, afirmou.
Organizada pelo IBRAM, a EXPOSIBRAM 2026 ocorre de 24 a 27 de agosto na Expominas, em Belo Horizonte, e marca os 50 anos do Instituto. Com mais de 750 expositores e participação de lideranças nacionais e internacionais, a programação reúne feira de negócios, congresso internacional e rodadas comerciais para discutir minerais críticos, transição energética, inovação, sustentabilidade e os caminhos para uma mineração brasileira mais competitiva e responsável.





