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Por Ricardo Lima
A Largo Inc., uma das maiores produtoras primárias de vanádio do mundo, anunciou na segunda (5) que sua subsidiária operacional no Brasil recebeu um termo de condições vinculante para a venda de 4,5 milhões de toneladas de calcina de minério de ferro, material gerado como subproduto de suas operações e estocado ao longo de mais de uma década na mina de Maracás Menchen, no interior da Bahia.
O acordo preliminar pode gerar mais de US$ 56 milhões em caixa para a companhia, além de reduzir custos futuros com estocagem e disposição de resíduos, mantendo o foco no negócio principal de vanádio.
O termo de condições vinculante estabelece as bases para um contrato de fornecimento de longo prazo no modelo Ex Works (EXW), com potencial de gerar receitas superiores a US$ 56 milhões. A efetivação da transação, no entanto, ainda depende da formalização da documentação final, de ajustes em determinados termos comerciais e do cumprimento de condições usuais desse tipo de operação. A Largo não divulgou a identidade da contraparte envolvida na negociação.
A Largo avalia que a iniciativa representa uma oportunidade estratégica para monetizar materiais acumulados ao longo de 11 anos de produção de vanádio, ao mesmo tempo em que reduz a necessidade de investimentos futuros em infraestrutura para estocagem e os custos associados à disposição desses materiais.
O acordo preliminar também evidencia o interesse do mercado pelo portfólio diversificado de subprodutos da companhia, que inclui materiais com teores de minério de ferro, titânio e outros componentes minerais gerados paralelamente às operações principais de vanádio. Ao longo de suas atividades de mineração e processamento, a empresa formou diversos estoques de resíduos e subprodutos com potencial relevante para reprocessamento ou comercialização.
“Esse termo de condições vinculante reflete a demanda externa por materiais gerados como subprodutos das nossas operações e destaca o valor estratégico do nosso inventário, contribuindo para aumentar ainda mais a competitividade de custos do negócio de vanádio”, afirmaram os co-CEOs da Largo, Alberto Arias e Daniel Tellechea.
Segundo os executivos, a iniciativa cria um caminho construtivo para gerar valor a partir de ativos já disponíveis, em linha com os objetivos financeiros e operacionais da companhia.
A empresa ressalta, contudo, que não há garantias de que a transação será concluída, nem de que ocorrerá exatamente nos termos atualmente previstos. Novas informações serão divulgadas conforme o andamento do processo.
A Largo é uma fornecedora global de vanádio e ilmenita de alta qualidade, com produção concentrada na mina de classe mundial de Maracás Menchen, no Brasil. A companhia também detém 100% de participação no projeto de rejeitos de tungstênio de Currais Novos, localizado próximo a Natal.











