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Por Ricardo Lima
A presidente de Joint Ventures da BHP, Mariette Bylsma, afirmou nesta segunda-feira (24), durante a Exposibram 2026, que a formação de parcerias será decisiva para destravar investimentos e viabilizar grandes projetos de mineração em um cenário de maior complexidade geopolítica. Segundo ela, a estratégia da companhia passa por fortalecer relações com governos, comunidades, fornecedores e clientes ao longo de toda a cadeia de valor.
“Para a BHP, acreditamos que podemos desbloquear valor em toda a cadeia de valor por meio de parcerias fortes”, afirmou Mariette. A executiva citou três projetos como exemplos da estratégia da companhia, incluindo uma joint venture de 50% com a Lundin Mining, na Argentina, que se tornou o primeiro projeto do país a aderir ao regime de incentivos a grandes investimentos (RIGI).
Segundo Mariette, a adesão ao RIGI trouxe maior estabilidade e previsibilidade para o projeto argentino, permitindo às empresas uma visão mais clara sobre as condições futuras do investimento. “Isso proporcionou estabilidade, segurança em relação aos termos e uma visão antecipada, do ponto de vista do investimento, sobre o que provavelmente irá acontecer”, disse.
Outro exemplo citado foi o projeto de potássio Jansen, no Canadá. De acordo com a executiva, quando estiver totalmente desenvolvido e em plena capacidade, o empreendimento poderá atender a cerca de 50% da demanda global por potássio. O projeto também envolve parcerias e participação de comunidades locais e de povos indígenas da região.

Samarco opera atualmente em 60% e planos para elevar produção para 100% estão em andamento. Foto: Ibram / Divulgação.
A executiva também afirmou que a Samarco, joint venture entre BHP e Vale, opera atualmente com cerca de 60% de sua capacidade e que os planos para elevar a produção novamente a 100% estão em andamento.
Para a executiva, o avanço de projetos de grande escala exigirá uma participação cada vez maior dos países anfitriões e relações mais resilientes com os diferentes atores envolvidos. “As parcerias serão fundamentais”, afirmou. Segundo ela, isso significa fortalecer os vínculos com as comunidades onde as empresas operam, fornecedores, clientes, governos e demais partes interessadas necessárias para transformar grandes projetos de mineração em operações.
Organizada pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), a EXPOSIBRAM 2026 acontece de 24 a 27 de agosto na Expominas, em Belo Horizonte (MG), e consolida-se como a maior edição da história do evento, marcando os 50 anos do IBRAM. Reunindo mais de 750 expositores e lideranças globais, o encontro integra feira de negócios, congresso internacional e rodadas comerciais para debater minerais críticos, transição energética, inovação e sustentabilidade, impulsionando o desenvolvimento responsável e competitivo da indústria mineral brasileira.






