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Por Ricardo Lima
A criação de ambientes que estimulem a colaboração interna e externa é fundamental para transformar ideias em inovações capazes de gerar impacto e escala na mineração, segundo Patrício Pastorelli, gerente de Ecossistemas de Inovação da BHP. O executivo participou do painel “O papel da liderança em inovação”, durante a Exposibram 2026.
Para Pastorelli, cabe às lideranças estabelecer condições para que novas ideias sejam desenvolvidas e avancem até se tornarem soluções aplicáveis aos desafios da indústria. “Para nós é muito importante, como líderes, prover a trajetória e o caminho para conceber novas ideias”, afirmou.
O executivo ressaltou que a BHP mantém programas internos e externos voltados à identificação de soluções inovadoras. A estratégia combina o conhecimento dos próprios funcionários com iniciativas de inovação aberta, que conectam a companhia a startups, universidades, instituições governamentais e aceleradoras.
“Boas ideias podem vir de qualquer origem, e é por isso que temos programas que nos conectam com ecossistemas externos e internos”, disse Pastorelli.
Entre as iniciativas está o Open House, que aproxima a BHP de organizações e profissionais interessados em desenvolver soluções para problemas identificados nas operações da companhia. A empresa também promove programas voltados ao público interno. Em um concurso de ideias inovadoras, por exemplo, foram registradas cerca de mil inscrições.
Atualmente, a BHP possui aproximadamente 115 iniciativas em diferentes estágios no funil de inovação. De acordo com Pastorelli, além da viabilidade técnica, a companhia avalia a capacidade de escala e a prontidão comercial das tecnologias, com o objetivo de assegurar que os projetos possam gerar impacto efetivo no negócio.
A estratégia também envolve parcerias com empresas de tecnologia e instituições acadêmicas. Pastorelli citou iniciativas com a Microsoft nas áreas de inteligência artificial e computação quântica, além de colaboração com o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).
Para o executivo, a conexão com diferentes atores é especialmente relevante diante dos desafios impostos pela transição energética. “Nenhuma empresa consegue inovar isoladamente no cenário atual”, afirmou.
Pastorelli também destacou a necessidade de manter uma relação próxima com os territórios onde a mineração está presente. Segundo ele, a colaboração com esses territórios integra a construção de um ecossistema capaz de desenvolver respostas para os desafios atuais do setor.





