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Home Transição Energética

Australiana OAR Resources firma parceria com INB para prospecção de terra raras e urânio

Em entrevista exclusiva ao Minera Brasil, Paul Stephen, diretor geral da OAR Resources disse que o país está em uma posição única para se beneficiar da transição energética global. “Há uma década, as empresas australianas eram cautelosas quanto ao investimento no Brasil, mas isso mudou," afirma o executivo.

29 de agosto de 2024
em Transição Energética
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Australiana OAR Resources firma parceria com INB para prospecção de terra raras e urânio

Há uma década as empresas australianas eram cautelosas em relação ao investimento no Brasil, mas agora isso mudou, dsse o executivo

Warley Pereira – Editor Minera Minera

A OAR Resources Limited (ASX) e Indústrias Nucleares do Brasil (INB) assinam recentemente memorando de entendimento para colaboração em projetos de terras raras e urânio. Essa parceria inédita representa um avanço importante para prospecção de minerais críticos no país, essenciais para transição energética no mundo.

O acordo vai permitir a júnior companie australiana expandir sua presença exploratória em regiões promissoras do território brasileiro, desenvolvendo projetos em conjunto com a INB focados em elementos de terras raras (REE) e urânio.

O Memorando de Entendimento estabelece uma framework de cooperação entre a OAR Resources e a INB com o objetivo de identificar e explorar oportunidades de investimento e desenvolvimento de projetos relacionados a REE e urânio. Os principais pontos do acordo incluem:

  • Exploração Conjunta: As empresas irão colaborar na exploração de depósitos de terras raras e urânio, com a intenção de maximizar a eficiência dos processos de prospecção e mineração.
  • Desenvolvimento de Projetos: O acordo inclui a colaboração no desenvolvimento de projetos, desde a fase inicial de exploração até a produção e comercialização dos recursos. Isso poderá envolver a combinação de expertise técnica e recursos financeiros das duas empresas.
  • Compartilhamento de Recursos: A INB, com sua experiência e infraestrutura estabelecida no setor de urânio no Brasil, e a OAR Resources, com suas capacidades de exploração e desenvolvimento, irão compartilhar recursos e conhecimentos para avançar na descoberta e desenvolvimento de depósitos.

Em entrevista exclusiva ao Minera Brasil, Paul Stephen, diretor geral da OAR Resources disse que o país está em uma posição única para se beneficiar da transição energética global.  “É aqui que existe a oportunidade real,” disse ao comentar que geologicamente, o país é “abençoado” com uma abundância de minerais usados ​​na produção de ímãs, veículos elétricos e energia, como o urânio, que na sua avaliação têm um futuro brilhante à medida que a demanda aumenta em uma cadeia de fornecimento lenta.

 Sobre o acordo firmado com a INB, o executivo disse ser apenas o início de uma parceria promissora com potencial para revelar novas oportunidades. “Esperamos que nosso sucesso inicial nos leve a expandir e atrair financiamento e investidores”, disse.

Em relação aos projetos da empresa no país,Stephen destaca que foram cuidadosamente selecionados para dar à empresa a melhor chance de sucesso precoce, pois a companhia já sabe onde se encontra as mineralizações. “Nossa equipe está trabalhando agora para localizar as áreas de maior concentração, então podemos pode começar a perfurar,” afirmou.

Stephen disse que o momento é ideal para investir no Brasil. Para ele o valor no país reside no imenso volume de áreas ainda inexploradas. “Há uma década as empresas australianas eram cautelosas em relação ao investimento no Brasil, mas agora isso mudou.”

 Minera Brasil – Como você avalia o potencial do Brasil em minerais essenciais para a transição energética mundial?

Paul Stephen – O Brasil está em uma posição única para se beneficiar da transição energética global e para impulsionar a redução das emissões de carbono. Geologicamente, o país é abençoado com uma abundância de minerais, especialmente aqueles cujos valores estão apenas recentemente sendo reconhecidos. Minerais utilizados na produção de ímãs, veículos elétricos e energia, como o urânio, têm um futuro promissor à medida que a demanda aumenta em uma cadeia de suprimentos muito mais lenta.

No entanto, acredito que o verdadeiro valor no Brasil reside no imenso volume de áreas inexploradas. É aqui que reside a verdadeira oportunidade, diferenciando-se de muitas outras partes do mundo, onde décadas de exploração moderada já resultaram na descoberta dos depósitos mais fáceis. Este não é o caso no Brasil, e é muito empolgante para nossa empresa, a OAR Resources, estar envolvida na busca por novas descobertas.

 Minera Brasil – Esta parceria com a INB ampliará a pesquisa exploratória sobre REE e urânio de OAR no Brasil?

Paul Stephen – Absolutamente. Este é um acordo muito importante e apenas o começo de uma parceria significativa que já está revelando novas oportunidades através da pesquisa. Esperamos que nosso sucesso inicial nos permita expandir e atrair financiamento e investidores, tornando a OAR uma empresa de exploração e, eventualmente, desenvolvimento muito significativa, com foco no Brasil e nas oportunidades que já podemos identificar aqui.

Minera Brasil – Você poderia comentar sobre os projetos no Brasil e a previsão de investimentos no país?Paul Stephen – Os projetos atuais foram cuidadosamente selecionados para oferecer à empresa a melhor chance de sucesso inicial. Eles não são o que chamamos de projetos “iniciais”, pois já sabemos que a mineralização existe. Nossa equipe está agora trabalhando para localizar as áreas de maior concentração para que possamos iniciar a perfuração. Em relação à previsão de investimentos no Brasil, acredito que nunca esteve melhor.

Há uma década, as empresas australianas eram cautelosas quanto ao investimento no Brasil, mas isso mudou. Claro, as commodities individuais irão flutuar para cima e para baixo, o que afetará projetos individuais, mas é por isso que decidimos focar em commodities com fortes previsões de crescimento a longo prazo e uma grande escassez de suprimento global. Acreditamos que os investidores precisam de ter uma exposição às terras raras e ao urânio como produtos essenciais.

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