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Por Redação
A Aura Minerals anunciou a aprovação de um programa de recompra de ações ordinárias e Brazilian Depositary Receipts (BDRs), com limite total de até US$ 200 milhões. A autorização foi concedida pelo Conselho de Administração da companhia e permite aquisições no mercado aberto ou por meio de negociações privadas até junho de 2027.
O programa entrou em vigor em 18 de junho de 2026 e permanecerá válido por até 12 meses, ou até que o limite financeiro seja atingido. As recompras serão realizadas conforme as condições de mercado e poderão ser financiadas com o caixa disponível da empresa.
Segundo a Aura Minerals, os papéis adquiridos poderão ser mantidos em tesouraria, cancelados ou posteriormente alienados, sem redução do capital social. A companhia informou ainda que o Conselho de Administração poderá revisar periodicamente o programa, alterando seu tamanho e condições ou até mesmo suspendendo-o.
Estratégia de retorno ao acionista
Em comunicado ao mercado, o presidente e CEO da Aura Minerals, Rodrigo Barbosa, afirmou que a iniciativa reforça a política de retorno de capital aos acionistas.
“Estamos satisfeitos em anunciar a aprovação de um programa de recompra de ações de US$ 200 milhões, reforçando nosso compromisso de gerar retornos superiores aos acionistas”, afirmou.
De acordo com o executivo, a estratégia da empresa combina pagamento de dividendos, recompras oportunísticas de ações e investimentos voltados ao crescimento da operação.
“Esta nova iniciativa reflete a confiança que temos em nosso momento operacional e na forte geração de caixa proveniente da expansão da produção”, disse Barbosa.
Ainda segundo ele, a companhia pretende manter investimentos em projetos greenfield, extensão da vida útil das minas, expansão de recursos e reservas minerais e aquisições seletivas, ao mesmo tempo em que amplia o retorno aos investidores.
Recompras poderão ocorrer na B3
No caso dos BDRs negociados sob o código AURA33 na B3, a empresa informou que as operações serão realizadas exclusivamente no mercado organizado brasileiro. A intermediação ficará a cargo do BTG Pactual Corretora de Títulos e Valores Mobiliários, podendo haver substituição por outra instituição designada futuramente.
Conforme o formulário divulgado em atendimento à Resolução 80 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a recompra tem como objetivos a geração de valor para os acionistas, a otimização da estrutura de capital e, eventualmente, o aumento da participação proporcional dos investidores remanescentes caso os papéis adquiridos sejam cancelados.
A companhia ressaltou que o programa não tem como finalidade encerrar seu programa de BDRs nem cancelar seu registro de emissora estrangeira junto à CVM.
Limites e condições
A Aura informou que possuía, na data da aprovação, 251,5 milhões de BDRs AURA33 em circulação e cerca de 5,1 milhões de BDRs mantidos em tesouraria.
O limite financeiro global do programa é de US$ 200 milhões. Como cada ação ordinária corresponde a três BDRs, a quantidade efetivamente recomprada dependerá dos preços de mercado e das condições operacionais ao longo do período.
A empresa destacou que não está obrigada a adquirir um número mínimo de ações ou BDRs e que o programa poderá ser ampliado, prorrogado, modificado ou encerrado a qualquer momento.
A mineradora informou ainda que não espera alterações na estrutura de controle ou na administração da companhia em decorrência das recompras.
Segundo a empresa, a iniciativa foi avaliada como compatível com a manutenção das obrigações financeiras perante credores e com a política de distribuição de dividendos, considerando a disponibilidade de recursos e a execução gradual das operações ao longo do prazo de vigência do programa.














