A plataforma AiD Mining, lançada em 8 de agosto, integra dados da Agência Nacional de Mineração (ANM), do Serviço Geológico do Brasil (SGB), de arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) e de empresas listadas em bolsas estrangeiras para identificar novos alvos de minerais críticos. A solução utiliza machine learning no cruzamento das informações e busca reduzir o tempo necessário para análise de direitos minerários.
Segundo Manuel Silveira Corrêa, fundador da AiD Mining, a ferramenta foi desenvolvida para apoiar geólogos e investidores na avaliação de oportunidades no setor mineral. A plataforma também possui um ranking, denominado Scorecard, que permite realizar uma valoração econômica expedita dos ativos desde os estágios iniciais de desenvolvimento.
Plataforma reúne diferentes bases de dados
A AiD Mining concentra em um único ambiente informações que precisam ser consultadas em diferentes fontes para a análise de direitos minerários. A integração permite aplicar técnicas de machine learning sobre os dados e gerar novos alvos relacionados a minerais críticos.
“A integração desses dados permite aí uma camada de uso de machine learning para geração de novos alvos de minerais críticos.”
A proposta é agilizar atividades que, segundo Corrêa, podem exigir semanas de trabalho para reunir e cruzar informações de diferentes bases.
“Trabalhos que hoje ainda demoram semanas de integração de dados estão todos disponíveis no ambiente.”
Ferramenta avalia potencial econômico de ativos
Além da integração de dados, a plataforma conta com um Scorecard voltado à gestão de ativos. O recurso permite uma avaliação econômica inicial dos direitos minerários e busca oferecer uma estimativa do potencial máximo do ativo ainda no early stage.
“Numa valoração econômica expedita, a gente consegue, desde o início, do early stage que se fala muito, ter uma visibilidade do potencial econômico máximo do ativo.”
A funcionalidade é direcionada a profissionais que precisam avaliar oportunidades antes do aprofundamento dos estudos e também a investidores que buscam ativos com potencial no território brasileiro.
Versão gratuita permite cadastrar três direitos
A primeira versão da AiD Mining foi lançada em 8 de agosto e está em campanha de divulgação. O aplicativo possui uma versão gratuita que permite ao usuário cadastrar até três direitos minerários.
O nome AiD faz referência à palavra inglesa aid, que significa “ajuda”. Segundo Corrêa, a denominação está relacionada à proposta de auxiliar o trabalho de geólogos que buscam oportunidades e elaboram laudos sobre direitos minerários.
“O ‘aid’ vem do inglês ajudar, que é pra ajudar o trabalho, a dor do geólogo técnico que busca oportunidades, e (agora) emite os seus laudos sobre direitos minerários com um clique.”
Experiência na mineração orienta desenvolvimento
Geólogo especialista em valoração econômica, Corrêa afirma que a criação da plataforma foi baseada em 20 anos de experiência na indústria mineral e na identificação de dificuldades enfrentadas por profissionais técnicos e pelo mercado.
“Eu, como geólogo especialista em valoração econômica, passei 20 anos na indústria com a dor do mercado e a dor dos profissionais técnicos.”
A plataforma tem como público-alvo geólogos e investidores interessados na identificação e avaliação de oportunidades no setor mineral brasileiro. Para Corrêa, a ferramenta pretende ampliar a capacidade de análise sobre áreas ainda pouco conhecidas do território nacional.
“Então, ajudar o geólogo, ajudar o investidor que está buscando oportunidades nesse vasto território pouco conhecido da mineração do Brasil. Esse é o nosso propósito.”










