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Por Ricardo Lima
A Vale ampliou em 107% sua produção de minério de ferro proveniente de fontes circulares, como resíduos e rejeitos, em 2025. O volume chegou a 26,3 milhões de toneladas, ante 12,7 milhões registradas em 2024, indicando a expansão da estratégia de mineração circular da companhia.
O avanço ocorre em meio à ampliação de projetos de reaproveitamento de resíduos nas operações da companhia e ao reconhecimento internacional da estratégia. A Vale projeta que, até 2030, 10% de sua produção de minério de ferro no Brasil venha de fontes circulares, como parte da meta de aumentar eficiência operacional e reduzir impactos ambientais.
A prática, que até recentemente era tratada como piloto, ganhou escala industrial. Com isso, a companhia passou a reduzir a geração de estéril e rejeitos ao mesmo tempo em que amplia o reaproveitamento de materiais na cadeia produtiva.
Segundo o vice-presidente Técnico da Vale, Rafael Bittar, os resultados indicam que a circularidade deixou de ser apenas um projeto experimental e passou a influenciar diretamente o desempenho do negócio.
“Os resultados de 2025 mostram que a circularidade já é uma alavanca relevante do nosso negócio. Produzir 26,3 milhões de toneladas por fontes circulares comprova que é possível unir produtividade, inovação e sustentabilidade”, afirma.
Entre as iniciativas destacadas pela empresa estão a Areia Sustentável Vale, que já ultrapassou 3 milhões de toneladas destinadas desde 2023, e a Fábrica de Blocos da Mina do Pico, que utiliza rejeitos para produzir insumos voltados à construção civil.
Nas operações, projetos em Capanema e Vargem Grande, em Minas Gerais, são citados como exemplos de integração entre segurança operacional, liberação de áreas, eficiência produtiva e geração de valor socioambiental.
“Nosso foco agora é acelerar essa trajetória até 2030 e pavimentar um modelo de mineração mais tecnológico, eficiente e orientado às pessoas, com Minas Gerais como protagonista nessa transformação”
Rafael Bittar – vice-presidente Técnico da Vale
No balanço ambiental, o programa também apresentou resultados relevantes. De acordo com a companhia, as iniciativas evitaram a ocupação de volume para disposição de resíduos equivalente a mais de 300 vagões carregados de minério de ferro. O impacto climático estimado seria comparável à emissão anual de mais de 40 mil automóveis.
As ações fazem parte da estratégia denominada “Mineração do Futuro”, que orienta a transformação operacional da Vale. O plano é estruturado em cinco pilares: operações inteligentes, minas menos invasivas, zero estéril, rejeito e carbono, compartilhamento de valor e força de trabalho do futuro.
A empresa afirma que os próximos avanços dependerão da ampliação do uso de automação, inteligência artificial, técnicas avançadas de reprocessamento e novos modelos operacionais que integrem geociências, mina e usina.
O avanço da mineração circular também coincide com reconhecimento internacional. Em 2025, o programa da Vale foi selecionado pelo Business Action Bank, iniciativa do World Business Council for Sustainable Development (WBCSD), como uma das cinco melhores práticas globais de descarbonização corporativa.













