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Por Redação
Resultados da primeira fase de testes metalúrgicos realizados no Projeto Araxá, em Minas Gerais, confirmaram a viabilidade técnica da produção de concentrados de nióbio e terras raras a partir da mineralização do depósito. Segundo a St George Mining, detentora do projeto, os ensaios de flotação produziram concentrados de nióbio com teor superior a 40%, além de identificarem um fluxo de concentrado de terras raras, reforçando o potencial de uma operação integrada para os dois minerais.
De acordo com a empresa, os testes utilizaram cerca de cinco toneladas de material saprolítico próximo à superfície, considerado representativo do minério que poderá ser explorado em uma futura operação de mineração. Os resultados indicaram desempenho compatível com padrões observados em operações já estabelecidas na indústria.
Nos ensaios de circuito aberto, foram obtidos concentrados com teor de até 40,2% de pentóxido de nióbio (Nb₂O₅), com recuperação metalúrgica de até 54,3%. Os testes também identificaram um concentrado de terras raras com teor de 15,7% de óxidos totais de terras raras (TREO).
Para o presidente-executivo da St George Mining, John Prineas, os resultados representam um passo importante para o avanço do empreendimento.
“Nosso Projeto Araxá possui recursos de classe mundial tanto para nióbio quanto para terras raras, uma combinação rara entre os projetos de minerais críticos em desenvolvimento. Nosso objetivo é capturar todo o valor dessa mineralização por meio da produção de produtos comerciais das duas commodities”
John Prineas – ST George
Segundo a St George, o concentrado de terras raras foi identificado nos rejeitos do processo de flotação do nióbio, resultado considerado compatível com o fluxograma de processamento que está sendo desenvolvido para permitir o aproveitamento simultâneo dos dois minerais.
A companhia destaca ainda que o programa conta com uma equipe técnica formada por especialistas brasileiros e australianos com experiência em projetos de nióbio e terras raras. De acordo com Prineas, parte dos profissionais já atuou em operações instaladas em Araxá e em outros empreendimentos nacionais e internacionais.
“Estamos particularmente satisfeitos por reunir uma equipe técnica brasileira e australiana com ampla experiência prática no desenvolvimento e operação de processos de nióbio e terras raras, incluindo profissionais que atuaram anteriormente nas operações de Araxá e em projetos nacionais e internacionais”, disse.
A próxima etapa do programa metalúrgico incluirá testes em circuito fechado, ensaios de recirculação e estudos em planta piloto. Segundo a empresa, essas atividades seguem as práticas adotadas pela indústria mineral para o desenvolvimento e a otimização de processos de beneficiamento, etapa considerada fundamental para o avanço do Projeto Araxá rumo à produção comercial.













