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Por Ricardo Lima
A mina de Jacobina, no interior da Bahia, voltou a ocupar posição de destaque no portfólio da Pan American Silver ao registrar 50,8 mil onças de ouro no quarto trimestre de 2025 e encerrar o ano com produção total de 190,5 mil onças, contribuindo de forma decisiva para o cumprimento das metas anuais da companhia. Os números constam nos resultados preliminares divulgados pela mineradora em 20 de janeiro de 2026, referentes ao quarto trimestre e ao fechamento do exercício de 2025.
Além do desempenho operacional, Jacobina figura entre os principais destinos de investimentos previstos para 2026. No consolidado da Pan American Silver, a produção de ouro alcançou 197,8 mil onças no quarto trimestre e 742,2 mil anuais em 2025, enquanto a produção atribuível de prata somou 22,8 milhões de onças no ano, superando o guidance atualizado e estabelecendo um recorde trimestral de 7,3 milhões de onças no quarto trimestre.
Segundo o presidente e CEO da Pan American Silver, Michael Steinmann, a produção de ouro da companhia permaneceu dentro da faixa de guidance estabelecida para 2025, sustentada por um desempenho mais forte no último trimestre do ano. “O aumento estimado do nosso caixa ao final de 2025 reflete a robusta produção de prata e ouro no quatro trimestre”. Ele afirma que os números ainda foram beneficiadas pela valorização dos preços dos metais no trimestre.
“Em Jacobina, uma planta piloto comissionada no final de 2025 deve nos ajudar a validar oportunidades para melhorar a confiabilidade, aumentar a capacidade de processamento e elevar a recuperação de ouro”
Michael Steinmann – presidente e CEO da Pan American Silver.
Apesar do bom desempenho operacional, a produção anual de Jacobina em 2025, de 190,5 mil onças de ouro, ficou levemente abaixo do recorde registrado em 2024, quando a mina produziu cerca de 197 mil onças. A companhia destaca, no entanto, que o desempenho do quarto trimestre reforça a consistência da operação e sustenta as expectativas de otimização e crescimento a partir de 2026.
Jacobina no centro dos investimentos para 2026
Para 2026, a Pan American Silver prevê investimentos entre US$ 67 milhões e US$ 70 milhões em Jacobina, mais do que qualquer outro ativo da companhia, direcionados principalmente à conclusão de projetos de otimização da planta de processo e ao avanço de estudos de otimização da mina e da usina. O plano inclui ainda aportes iniciais em infraestrutura subterrânea, expansão da frota de mina e iniciativas de exploração.
A companhia também alertou para alguns fatores operacionais que devem impactar os custos da unidade no próximo ano, como manutenção programada da planta no terceiro trimestre de 2026, aumento de custos operacionais relacionados a desenvolvimento adicional, reajustes em contratos de transporte e maiores gastos de capital de sustentação em equipamentos e melhorias industriais.
Para 2026, a Pan American Silver projeta produção atribuível de prata entre 25,0 e 27,0 milhões de onças e produção de ouro entre 700 mil e 750 mil onças. O plano de investimentos é igualmente ambicioso. A companhia prevê capex total entre US$ 515 milhões e US$ 550 milhões, sendo US$ 320 milhões a US$ 340 milhões em capital de sustentação e US$ 195 milhões a US$ 210 milhões em capital de projetos.
Parte relevante desse montante será destinada a Jacobina, além de ativos estratégicos como La Colorada, Timmins, Huaron, Cerro Moro e Juanicipio. “Nosso visão operacional para 2026 aponta para uma expansão adicional das margens”, afirmou Steinmann. “Com a expectativa de forte geração de caixa, pretendemos investir em crescimento e continuar retornando capital aos acionistas.”
Com Jacobina no centro das atenções no Brasil e um portfólio diversificado globalmente, a Pan American Silver entra em 2026 apostando em otimização, crescimento orgânico e disciplina financeira para sustentar sua trajetória de expansão.
Produção total supera expectativas em 2025
No total anual, a Pan American Silver superou o guidance de produção de prata, alcançando 22,8 milhões de onças atribuíveis, impulsionada por um recorde de 7,3 milhões de onças no quarto trimestre. A produção atribuível de ouro totalizou 742,2 mil onças em 2025, dentro da faixa projetada, com 197,8 mil onças produzidas no último trimestre.
Um dos destaques do ano foi a mina de Juanicipio, adquirida em setembro de 2025, que superou expectativas ao contribuir com 2,5 milhões de onças de prata e gerar um dividendo de US$ 44 milhões recebido em dezembro.O desempenho operacional robusto, aliado à alta dos preços dos metais no quarto trimestre, refletiu-se na posição financeira da companhia. Ao final de 2025, o caixa e investimentos de curto prazo são estimados em US$ 1,319 bilhão, com liquidez total disponível de aproximadamente US$ 2,069 bilhões.











