Por Redação
A Oceana Metals dobrou a área conhecida de mineralização de terras raras (REE) no projeto Serra Negra, em Minas Gerais, após analisar amostras de furos históricos que não haviam sido realizados com foco nesses elementos. Os novos resultados ampliaram o footprint mineralizado para mais de 4,5 km² dentro do complexo carbonatítico.
Entre os principais resultados estão intervalos de 32 metros com 2,7% de TREO dentro de uma interseção de 122 metros a 1,2% de TREO, além de 106 metros a 1% de TREO. Outro furo identificou 26 metros a 1,4% de TREO e 0,63% de Nb₂O₅, indicando também potencial para mineralização de nióbio.
A empresa já reamostrou os 68 furos históricos disponíveis, dos quais 45, correspondentes a cerca de 4.750 metros, ainda aguardam resultados de ensaios. Os furos foram realizados com espaçamento amplo, entre mais de 300 metros e até 1 quilômetro, e não tinham como objetivo original investigar terras raras ou nióbio.
Segundo o diretor-gerente da Oceana Metals, Mick Wilson, os resultados indicam que a mineralização se estende além das áreas inicialmente priorizadas pela companhia. “Estamos vendo fortes evidências de que a mineralização de terras raras se estende muito além da área originalmente priorizada durante a due diligence”, afirmou.
Paralelamente, a Oceana iniciou sua primeira campanha própria de sondagem em Serra Negra, com duas sondas testando uma área prioritária de 1,5 km por 1,5 km na região central do projeto. O setor já apresenta interseções históricas de até 50 metros com 4% de TREO.
A companhia também concluiu um levantamento aeromagnético de alta resolução com drones, que percorreu 1.304 quilômetros de linhas. Os dados estão sendo analisados para aprimorar a interpretação da estrutura do complexo carbonatítico e definir novos alvos de sondagem em escala distrital.
Com novos resultados de reamostragem ainda pendentes e a integração dos dados geofísicos, geológicos e de sondagem em andamento, a Oceana avalia que Serra Negra pode apresentar novas extensões de mineralização e centros mineralizados no complexo carbonatítico. O projeto se localiza na Província Ígnea do Alto Paranaíba.













