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Por Ricardo Lima
A Província Uranífera de Lagoa Real (PULR), localizada na Bahia, pode ter cerca de metade ou 51% de seu potencial de urânio ainda inexplorado, segundo estudo divulgado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB). Resultados do Projeto Avaliação do Potencial do Urânio no Brasil indicam a existência de aproximadamente 90 mil toneladas do mineral em recursos não descobertos, reforçando a relevância estratégica da região para o setor mineral e a política energética nacional.
O Plano Nacional de Mineração 2030 classifica o urânio como mineral estratégico devido à sua aplicação em produtos e processos de alta tecnologia e ao potencial das reservas de contribuir para a geração de superávit na balança comercial brasileira.
O levantamento integra o Informe de Recursos Minerais — Avaliação da Favorabilidade para Depósitos de Urânio no Brasil: Urânio na Província Lagoa Real, BA: principais aspectos das mineralizações e favorabilidade mineral. O estudo analisa a favorabilidade para depósitos de urânio no país e destaca o papel da província baiana no planejamento estratégico da mineração e na segurança energética do Brasil.
Segundo o pesquisador Raul Meloni, um dos autores do estudo, o avanço no conhecimento sobre a província amplia as perspectivas para o setor mineral brasileiro.
“Ao ampliar os conhecimentos sobre o urânio na PULR, e fornecer subsídios técnicos para a exploração eficiente deste bem mineral, o IRM fortalece o planejamento estratégico do setor mineral, favorecendo o desenvolvimento sustentável e competitivo da mineração no Brasil”, afirmou.
Atualmente, o Brasil possui o nono maior recurso mundial de urânio, com cerca de 250 mil toneladas estimadas. A diversidade geológica e a extensão territorial do país indicam possibilidade de ampliação dessas reservas.
“Esses resultados evidenciam o alto potencial de crescimento das reservas nacionais de urânio“
Raul Meloni – Pesquisador
Pesquisa e metodologia
Para a realização do estudo, o SGB combinou novas informações geológicas com técnicas avançadas de mapeamento de favorabilidade mineral, permitindo identificar áreas com maior potencial para exploração e orientar futuras atividades de prospecção.
De acordo com Meloni, o trabalho também contribui para reduzir incertezas no setor.
Para ele, o estudo contribui para “reduzir riscos exploratórios e fornecer subsídios técnicos para orientar investimentos futuros”, explicou Meloni.
O Informe de Recursos Minerais nº 13, da série Minerais Estratégicos, está vinculado ao Programa Mineração Segura e Sustentável e à Ação Pesquisa Mineral, da Diretoria de Geologia e Recursos Minerais (DGM). A iniciativa conta com financiamento do Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), do governo federal, e tem como objetivo estimular a pesquisa e a produção mineral brasileira.












