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Por Ricardo Lima
O lucro da Vale S.A. caiu 56% em 2025, para R$ 13,8 bilhões, frente aos R$ 31,59 bilhões registrados em 2024, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira (12). De acordo com a companhia, o resultado foi impactado pelo aumento de provisões no fim do ano e por efeitos contábeis extraordinários. No quarto trimestre, a mineradora registrou prejuízo líquido de R$ 21 bilhões (US$ 3,8 bilhões).
Sem considerar os efeitos extraordinários, o lucro anual ajustado subiu 5%, para R$ 43,5 bilhões. No quarto trimestre, o resultado ajustado foi positivo em R$ 7,9 bilhões.
A empresa informou ainda que atingiu ou superou todos os guidances estabelecidos para 2025, com crescimento nas vendas de minério de ferro, cobre e níquel, redução de custos operacionais e avanço em projetos estratégicos. Segundo a companhia, o desempenho foi sustentado pela maior confiabilidade dos ativos, expansão de projetos de crescimento e ganhos de eficiência estrutural.
No quarto trimestre, as vendas de minério de ferro cresceram 5% na comparação anual, enquanto as vendas de cobre e níquel aumentaram 8% e 5%, respectivamente. No acumulado do ano, os avanços foram de 3% para minério de ferro, 12% para cobre e 11% para níquel.
O EBITDA somou US$ 4,8 bilhões no quarto trimestre, alta de 17% na comparação anual e de 10% em relação ao trimestre anterior, impulsionado principalmente pela maior contribuição do segmento de metais básicos. O fluxo de caixa livre recorrente atingiu US$ 1,7 bilhão no período, enquanto a dívida líquida expandida foi reduzida para US$ 15,6 bilhões ao fim do trimestre.
“Em 2025, a Vale entregou um desempenho excepcional, atingindo ou superando todos os guidances enquanto avançou em prioridades estratégicas que reforçam nossa ambição de longo prazo”, afirmou o CEO Gustavo Pimenta.
Entre os indicadores operacionais, o custo caixa C1 de finos de minério de ferro ficou em US$ 21,3 por tonelada em 2025, queda de 2% na comparação anual e segundo ano consecutivo de redução. O custo total all-in do minério de ferro também recuou 3% no ano, para US$ 54,2 por tonelada.
Nos metais básicos, os custos all-in do cobre totalizaram US$ -881 por tonelada no quarto trimestre, enquanto os custos do níquel caíram 35% na comparação anual, para US$ 9.001 por tonelada, influenciados por receitas de subprodutos e melhorias operacionais.
Os preços realizados das commodities apresentaram desempenho misto ao longo do ano. O preço médio do minério de ferro registrou leve alta, atingindo US$ 95,4 por tonelada, enquanto o cobre subiu 20% na comparação anual. Já o níquel apresentou queda de 7% no período.
Investimentos, dividendos e estratégia para 2026
O investimento (CAPEX) totalizou US$ 2 bilhões no quarto trimestre, em linha com a projeção anual de US$ 5,5 bilhões. A companhia anunciou ainda o pagamento de US$ 1,8 bilhão em dividendos e juros sobre capital próprio em março, além de US$ 1 bilhão em remuneração extraordinária distribuída em janeiro.
Segundo a empresa, a estratégia para 2026 prevê foco em excelência operacional, crescimento sustentável e iniciativas como o Programa Novo Carajás, além da manutenção da disciplina na alocação de capital e na geração de valor para acionistas.
A mineradora destacou também avanços em segurança operacional, incluindo a ausência de barragens em nível 3 de emergência, e ajustes de provisão relacionados à Samarco, que contribuíram para a redução da dívida líquida no período.













