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Por Ricardo Lima
A Meteoric Resources anunciou ontem (7) que seu projeto Caldeira de terras raras, localizado no município de Caldas, em Minas Gerais, recebeu uma carta de apoio não vinculante e condicionada da Export Finance Australia (EFA), indicando financiamento potencial de até US$ 50 milhões para a fase de desenvolvimento do empreendimento.
O movimento ocorre poucos dias após a mesma agência governamental australiana sinalizar apoio financeiro a outro projeto de terras raras no Brasil, o Colossus, da Viridis Mining and Minerals, reforçando o interesse do país em ampliar sua presença na cadeia global de minerais críticos. Para a Meteoric, o apoio se soma a uma carta de interesse de US$ 250 milhões do Export-Import Bank dos Estados Unidos e coincide com um momento de avanço regulatório e operacional do projeto, que já conta com licença ambiental prévia e produção inicial em planta piloto.
Para o diretor-presidente da Meteoric, Stuart Gale, a manifestação da EFA representa um endosso relevante à estratégia da empresa. “Vemos a carta de apoio da Export Finance Australia como um forte voto de confiança na estratégia da Meteoric e em nossa capacidade de nos tornarmos o próximo grande fornecedor de materiais críticos de terras raras”, afirmou. De acordo com ele, o apoio “contribui para as discussões mais amplas de financiamento do Projeto Caldeira e adiciona flexibilidade à nossa estratégia financeira”, destaca Gale.
Financiamento internacional avança o projeto Caldeira
O financiamento proposto pela EFA tem como objetivo apoiar o desenvolvimento do Projeto Caldeira por meio da contratação de empresas australianas de engenharia, suprimentos, construção e gestão. Segundo a companhia, a estratégia reforça a parceria já estabelecida entre Austrália e Brasil e amplia o suporte às cadeias de suprimento associadas ao projeto. A carta de apoio também sinaliza o interesse do governo australiano em promover a inserção de sua expertise técnica e de suas exportações no mercado global de terras raras, contribuindo para a diversificação das cadeias internacionais desses minerais críticos.
Gale destacou ainda que os avanços recentes colocam o empreendimento em posição diferenciada no cenário global. “Com a aprovação recente da Licença Ambiental Prévia sem restrições, o comissionamento da planta piloto e a primeira produção de um carbonato misto de terras raras, o Projeto Caldeira está entre os desenvolvimentos mais avançados e de maior grau de confiança do mundo”, disse. Segundo o executivo, a escala do projeto, aliada aos baixos custos operacionais, à reduzida intensidade de capital e ao rápido caminho até o mercado, sustenta seu potencial para se tornar um pilar de longo prazo nas novas cadeias globais de suprimento de terras raras.
A Meteoric informou que seguirá avançando nas negociações com a EFA e com outros parceiros estratégicos como parte de sua estratégia ampla de financiamento para o Projeto Caldeira.











