Minera Brasil
  • Home
  • Quem somos
  • Editorias
    • Jazida
    • Cobertura Especial – Exposibram 2026
    • Economia
    • Negócios
    • Entrevistas
    • Pesquisa Mineral
    • Mulheres na Mineração
    • Transição Energética
    • Artigos & Opinião
    • Legislação
    • Internacional
    • Tecnologia & Inovação
    • Oportunidades
    • Sustentabilidade
    • Política
    • Mineração e Mercado de Capitais
    • Executivos
    • Exclusivo
    • Empresas
    • Eventos
    • TV MINERA
  • TV MINERA
  • GEOINFORMAÇÃO
Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Login
  • Home
  • Quem somos
  • Editorias
    • Jazida
    • Cobertura Especial – Exposibram 2026
    • Economia
    • Negócios
    • Entrevistas
    • Pesquisa Mineral
    • Mulheres na Mineração
    • Transição Energética
    • Artigos & Opinião
    • Legislação
    • Internacional
    • Tecnologia & Inovação
    • Oportunidades
    • Sustentabilidade
    • Política
    • Mineração e Mercado de Capitais
    • Executivos
    • Exclusivo
    • Empresas
    • Eventos
    • TV MINERA
  • TV MINERA
  • GEOINFORMAÇÃO
Sem resultados
Ver todos os resultados
Minera Brasil
Sem resultados
Ver todos os resultados
Home Invest Mining Summit

Gestoras de investimentos destacam critérios técnicos e financeiros na seleção de projetos minerais

Maturidade dos ativos, potencial de retorno e desafios de financiamento estão entre os fatores considerados para a viabilização financeira de projetos no setor mineral.

21 de outubro de 2026
em Invest Mining Summit
0
Gestoras de investimentos destacam critérios técnicos e financeiros na seleção de projetos minerais

Tony Lima, da Appian Capital, diz que a companhia considera três dimensões principais: técnica, financeira e alinhamento com os parceiros antes de investir.

Por Ricardo Lima

A qualidade geológica, a viabilidade econômica e a gestão de riscos estão entre os principais critérios utilizados por investidores privados para selecionar projetos de mineração. O tema foi debatido no painel “Capital privado na mineração: teses de investimento e critérios de seleção de projetos”, durante o Invest Mining Summit 2026, com representantes da Prisma Capital, RCF (Resource Capital Funds), Frontera Minerals e Appian Capital. 

A discussão, moderada por Flávio Mota, chefe de Departamento das Indústrias de Base e Extrativistas do BNDES, mostrou diferentes estratégias de investimento conforme a etapa de desenvolvimento dos ativos, além de obstáculos relacionados à volatilidade das commodities, ao financiamento e à estruturação de cadeias produtivas de minerais estratégicos.

Embora adotem abordagens distintas, os executivos destacaram a importância de fundamentar as decisões em análises técnicas consistentes e na capacidade de geração de valor dos empreendimentos. A seleção de projetos também exige avaliar o momento de entrada, o volume de capital necessário, as possibilidades de saída do investimento e as condições para levar uma jazida à produção comercial.

Para Ricardo Fonseca, head de mineração da Prisma Capital, a imprevisibilidade dos ciclos de commodities exige disciplina para evitar decisões motivadas pela valorização momentânea de determinados minerais. “Não tem como você adivinhar, não tem como você acertar o ciclo”, afirmou, ao abordar a dificuldade de prever quais substâncias  minerais estarão em alta quando projetos com longos prazos de desenvolvimento entrarem em operação.

Na avaliação do executivo, a análise deve voltar aos fundamentos de cada empreendimento, incluindo a qualidade da geologia, a consistência dos recursos minerais e a viabilidade metalúrgica. O objetivo é identificar projetos capazes de sustentar resultados no longo prazo, independentemente das oscilações de preços e das mudanças de interesse do mercado.

Fonseca também apontou desafios adicionais para o financiamento de projetos de terras raras. Além das incertezas sobre as rotas de processamento e a capacidade de produção em escala, a concentração da cadeia produtiva na China e a necessidade de desenvolver mercados consumidores fora desse país elevam os riscos. Nesse cenário, mecanismos de apoio governamental, estruturas de compartilhamento de perdas e contratos de compra de longo prazo com maior previsibilidade de preços podem contribuir para viabilizar novos empreendimentos.

Maturidade dos ativos e potencial de valorização

Na Appian Capital, a estratégia se concentra em projetos que já avançaram nas etapas de avaliação e desenvolvimento, especialmente entre a pré-viabilidade e a viabilidade econômica. Segundo Tony Lima, COO da companhia, a seleção considera três dimensões principais: técnica, financeira e alinhamento com os parceiros.

A avaliação técnica começa pela qualidade do depósito e inclui a confirmação dos recursos e das reservas, a validação da rota de processamento e a análise das condições operacionais necessárias para transformar o minério em produto comercial. Em projetos de terras raras, isso envolve testes metalúrgicos, composição da cesta de produtos e estratégias de concentração e refino.

No aspecto financeiro, a Appian examina o preço de entrada, o potencial de valorização e a capacidade de destravar valor por meio de melhorias técnicas e operacionais. A gestora também evita empreendimentos cujo resultado dependa de um único evento incerto, buscando limitar a exposição a perdas sem comprometer o potencial de retorno.

“Um dos critérios nossos é não tomar um risco binário”, afirmou Lima. O executivo acrescentou que a companhia procura parceiros dispostos a construir soluções em conjunto e a compartilhar objetivos de desenvolvimento, em vez de recorrer a aquisições hostis.

A Resource Capital Funds (RCF) também privilegia projetos em estágios mais avançados, mas sua estratégia incorpora uma preocupação central com o ciclo de vida dos fundos e a possibilidade de desinvestimento. De acordo com Fábio Tavares, investment manager da gestora, a atuação abrange ativos em pré-viabilidade, viabilidade, construção e operação, além de operações de fusão entre empresas.

Como os fundos têm duração limitada, tipicamente de dez anos, a RCF procura investir, contribuir para a valorização dos ativos e estruturar a saída, idealmente em quatro ou cinco anos. A estratégia de desinvestimento é considerada desde o início, em conjunto com o plano de crescimento do empreendimento e o alinhamento com os demais acionistas.

A diligência técnica é outro pilar da seleção. A gestora conta com profissionais de geologia, engenharia de minas e finanças para examinar detalhadamente os recursos minerais, a engenharia e as metodologias empregadas nos projetos. Tavares destacou a profundidade desse processo ao explicar que a avaliação técnica pode funcionar como uma referência de qualidade para o mercado. “A diligência da RCF muitas vezes é marcada como um selo de qualidade para projetos”, afirmou.

A gestora também revisa periodicamente suas prioridades de investimento, considerando as oportunidades disponíveis e as perspectivas para diferentes commodities. Segundo Tavares, a escassez de projetos brasileiros de cobre nos estágios adequados ao perfil de investimento da companhia ilustra a importância de aproximar empreendimentos em desenvolvimento das fontes de capital necessárias para avançar na produção.

Felipe Alves destacou o apetite da  Frontera Minerals em investir  em projetos  em fases  iniciais  para alavancar bons projetos

Investimento em etapas anteriores à construção

Em uma abordagem distinta, a Frontera Minerals concentra seus investimentos em etapas anteriores à construção das minas, especialmente após as primeiras sondagens e antes da necessidade de grandes aportes. “A gente gosta e tem uma expertise interna de ativos mais iniciais. Nós não temos medo, pelo contrário, nós gostamos de envolver em etapas de sondagem, de geração de ativos, de definição de recursos e conversão de reservas”, afirmou Felipe Alves, presidente e fundador da companhia.

Com aportes entre R$ 10 milhões e R$ 50 milhões, a empresa combina capital próprio e equipe multidisciplinar para desenvolver projetos de metais preciosos, minerais ligados à transição energética e insumos voltados à segurança alimentar, como fertilizantes. A estratégia é avançar na definição dos depósitos e na conversão de recursos em reservas, preparando os ativos para receber investimentos maiores destinados à implantação.

A avaliação também inclui riscos regulatórios e socioambientais. Alves destacou a importância de estabelecer diálogo antecipado com comunidades e órgãos reguladores para evitar entraves ao cronograma e à viabilidade dos projetos. Em empreendimentos de terras raras, por exemplo, a presença de elementos radioativos pode exigir estudos adicionais e dificultar o licenciamento. A gestão desses fatores também influencia a atratividade dos ativos para futuros investidores.

Financiamento e geopolítica desafiam projetos estratégicos

Apesar das diferentes estratégias, os painelistas apontaram dificuldades para transformar depósitos promissores em minas operacionais, sobretudo diante dos elevados custos de implantação e das incertezas tecnológicas e comerciais. No mercado de terras raras, Ricardo Fonseca, da Prisma Capital, ressaltou que a concentração do processamento na China e a necessidade de garantir compradores e condições comerciais previsíveis ampliam os riscos. Nesse cenário, mecanismos públicos de apoio e contratos de compra de longo prazo podem contribuir para viabilizar os projetos.

Para Ricardo Fonseca, a análise dos projetos  de mineração  deve focar  nos fundamentos de cada empreendimento, incluindo a qualidade da geologia, a consistência dos recursos minerais e a viabilidade metalúrgica.

A Appian, por sua vez, incorpora à análise a infraestrutura necessária para a execução dos projetos, incluindo disponibilidade de água e energia, logística, planejamento da implantação e estimativas de investimento em capital (CAPEX). Essas informações alimentam modelos financeiros que testam cenários favoráveis, adversos e de referência antes da decisão de investimento.

As discussões também reforçaram a importância de conectar projetos em fases iniciais a investidores capazes de financiar etapas posteriores. Enquanto empresas como a Frontera atuam na geração e no desenvolvimento de ativos, gestoras como RCF e Appian buscam oportunidades em estágios mais avançados, nos quais a avaliação técnica e financeira permite estruturar aportes de maior porte.

O debate mostrou que a atratividade de um projeto mineral não depende apenas da valorização de uma commodity ou da dimensão de uma jazida. A consistência geológica, a maturidade técnica, a disciplina financeira, a gestão de riscos socioambientais e a capacidade de viabilizar a produção e a comercialização são elementos centrais para transformar recursos minerais em empreendimentos economicamente sustentáveis.

Compartilhe:

  • Compartilhar no LinkedIn(abre em nova janela) LinkedIn
  • Compartilhar no X(abre em nova janela) X
  • Compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook
  • Compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp

Curtir isso:

Curtir Carregando...
Post Anterior

Financiamento e infraestrutura são desafios para projetos no Brasil, apontam mineradoras

Próximo Post

Mercado de capitais espera pelo decreto que regulamenta política de minerais críticos

Próximo Post
Mercado de capitais espera pelo decreto que regulamenta política de minerais críticos

Mercado de capitais espera pelo decreto que regulamenta política de minerais críticos

Deixe uma respostaCancelar resposta

345x345
  • Tendências
  • Comentários
  • Último
Anglo American contesta críticas e reafirma venda de minas de níquel à MMG

Anglo American alerta que minas de níquel no Brasil podem fechar se a UE bloquear venda à MMG

9 de outubro de 2026
Mineração Taboca prevê US$ 100 milhões para ampliar operações no Amazonas

Mineração Taboca prevê US$ 100 milhões para ampliar operações no Amazonas

22 de setembro de 2026
Gold Mountain obtém direito exclusivo para adquirir mina histórica de tungstênio no Brasil

Gold Mountain obtém direito exclusivo para adquirir mina histórica de tungstênio no Brasil

5 de outubro de 2026
Alurion confirma viabilidade de rota rodoviária para exportação de bauxita de Amargosa

Alurion confirma viabilidade de rota rodoviária para exportação de bauxita de Amargosa

6 de outubro de 2026
Brasil tem janela de oportunidade para liderar cadeias globais de minerais críticos, aponta S&P Global

Brasil tem janela de oportunidade para liderar cadeias globais de minerais críticos, aponta S&P Global

Sondagem da Power Minerals identifica teor de 40,5% de óxidos de terras raras em Minas Gerais

Sondagem da Power Minerals identifica teor de 40,5% de óxidos de terras raras em Minas Gerais

Minerais críticos: os impactos da nova lei no mercado de M&A

Minerais críticos: os impactos da nova lei no mercado de M&A

Minas Gerais avança rumo ao fim das barragens e fortalece a mineração sustentável com o empilhamento a seco

Projeto desenvolvido pela Cedro Mineração economiza R$ 3,56 milhões por ano em mina de Mariana

Mercado de capitais espera pelo decreto que regulamenta política de minerais críticos

Mercado de capitais espera pelo decreto que regulamenta política de minerais críticos

21 de outubro de 2026
Gestoras de investimentos destacam critérios técnicos e financeiros na seleção de projetos minerais

Gestoras de investimentos destacam critérios técnicos e financeiros na seleção de projetos minerais

21 de outubro de 2026
Financiamento e infraestrutura são desafios para projetos no Brasil, apontam mineradoras

Financiamento e infraestrutura são desafios para projetos no Brasil, apontam mineradoras

21 de outubro de 2026
Brasil precisa de regras claras para atrair investimentos em minerais críticos

Brasil precisa de regras claras para atrair investimentos em minerais críticos

21 de outubro de 2026

Notícias Recentes

Mercado de capitais espera pelo decreto que regulamenta política de minerais críticos

Mercado de capitais espera pelo decreto que regulamenta política de minerais críticos

21 de outubro de 2026
Gestoras de investimentos destacam critérios técnicos e financeiros na seleção de projetos minerais

Gestoras de investimentos destacam critérios técnicos e financeiros na seleção de projetos minerais

21 de outubro de 2026
Financiamento e infraestrutura são desafios para projetos no Brasil, apontam mineradoras

Financiamento e infraestrutura são desafios para projetos no Brasil, apontam mineradoras

21 de outubro de 2026
Brasil precisa de regras claras para atrair investimentos em minerais críticos

Brasil precisa de regras claras para atrair investimentos em minerais críticos

21 de outubro de 2026
Minera Brasil

© 2024 Minera Brasil - Agência de Notícias da Mineração Brasileira.

Navegar no site

  • Home
  • Quem somos
  • Editorias
  • TV MINERA
  • GEOINFORMAÇÃO

Siga o Minera nas redes sociais

Bem vindo de volta!

Faça login com o Google
Faça login com o Linked In
OU

Faça login em sua conta abaixo

Esqueceu a senha?

Recuperar sua senha

Por favor, digite seu nome de usuário ou endereço de e-mail para redefinir sua senha.

Login
plugins premium WordPress
Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Home
  • Quem somos
  • Editorias
    • Jazida
    • Cobertura Especial – Exposibram 2026
    • Economia
    • Negócios
    • Entrevistas
    • Pesquisa Mineral
    • Mulheres na Mineração
    • Transição Energética
    • Artigos & Opinião
    • Legislação
    • Internacional
    • Tecnologia & Inovação
    • Oportunidades
    • Sustentabilidade
    • Política
    • Mineração e Mercado de Capitais
    • Executivos
    • Exclusivo
    • Empresas
    • Eventos
    • TV MINERA
  • TV MINERA
  • GEOINFORMAÇÃO

© 2024 Minera Brasil - Agência de Notícias da Mineração Brasileira.

Este site usa cookies para garantir que você obtenha a melhor experiência em nosso site.
ASSINE NOSSA NEWSLETTER
Fique atualizado com as últimas notíciase inovações do setor mineral brasileiro.
Close
%d