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Exxon investe US$ 100 milhões em lítio para diversificar negócios

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A Exxon, empresa petrolífera, investiu mais de 100 milhões de dólares em direitos de exploração de lítio em uma área de cerca de 49 mil hectares no estado norte-americano do Arkansas, de acordo com o Wall Street Journal, divulgado nesta segunda-feira, 22 de maio.

Esse investimento representa uma aposta em uma matéria-prima que já possui alta demanda devido à sua importância na produção de baterias de veículos elétricos. A descarbonização e eletrificação dos veículos resultarão em um aumento significativo na demanda por lítio nos próximos anos. É nisso que a Exxon está focando para diversificar seus negócios, que ainda dependem quase exclusivamente de combustíveis fósseis.

Com isso em mente, e antecipando uma diminuição gradual no uso de veículos movidos a combustíveis fósseis, a Exxon adquiriu, segundo fontes citadas pelo Wall Street Journal, os direitos de exploração no estado do Arkansas da empresa Galvanic Energy. Essa aquisição permitirá à Exxon realizar prospecções e extrair o mineral.

Uma estimativa anterior da Galvanic sugeria que a área em questão poderia fornecer 4 milhões de toneladas de carbonato de lítio, o suficiente para abastecer 50 milhões de carros elétricos, conforme relatado pelo jornal americano.

Embora seja uma pequena aquisição para essa gigante do petróleo, destaca o jornal, ela servirá como uma experiência para avaliar a viabilidade desse ramo de negócio. É importante ressaltar que executivos da Exxon já afirmaram publicamente que não esperam que o negócio de combustíveis fósseis desapareça tão cedo.

A aposta da Exxon no lítio e na mineração é incomum entre as grandes empresas de energia, mas ela não é a única a fazê-lo. O jornal lembra que a Occidental Petroleum também está estudando maneiras de extrair lítio geotérmico.

Essa iniciativa também marca um retorno a uma área em que a Exxon já teve envolvimento anteriormente. Foi em um dos laboratórios da empresa que a bateria de íons de lítio foi desenvolvida na década de 1970 por Stanley Whittingham, ganhador do Prêmio Nobel em 2019. No entanto, a Exxon acabou abandonando a produção de baterias devido a questões econômicas, conforme reportado pelo Wall Street Journal.

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