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Por Ricardo Lima
A Cadence Minerals anunciou recentemente a obtenção da Licença Prévia (LP) para o projeto de minério de ferro Amapá, concedida pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amapá. A autorização atesta a viabilidade ambiental, a adequação da localização e o desenho da mina para operar em sua capacidade total planejada.
Com infraestrutura já existente de mina, ferrovia, porto e beneficiamento, o projeto está autorizado a produzir até 5,5 milhões de toneladas por ano de concentrado de minério de ferro. Segundo o CEO da Cadence Minerals, Kiran Morzaria, a aprovação representa “um marco regulatório de grande relevância para o projeto Amapá”, pois a concessão da Licença Prévia “confirma a aceitação ambiental da mina em sua escala total planejada e representa um passo decisivo para o avanço da reestruturação do projeto”,
Segundo o Mining Technology, Morzaria destacou ainda que, diferentemente de autorizações parciais ou temporárias, a LP abrange todo o plano de desenvolvimento da mina, oferecendo segurança regulatória de longo prazo e sustentando a estratégia de reativação faseada da companhia. “Com esse marco fundamental de redução de riscos alcançado, nosso foco agora se volta para a obtenção da Licença de Instalação e para o avanço das atividades de reforma”, afirmou.

Visão aérea da mina de Amapá. Imagem: Cadence Minerals / Divulgação.
O projeto Amapá conta com um recurso mineral compatível com o padrão JORC de 276 milhões de toneladas, com teor médio de 38% de ferro, além de reservas provadas e prováveis de 195,8 milhões de toneladas a 39,34% de ferro.
Planta de processamento e próximos passos
A licença também estabelece a base regulatória para o licenciamento da planta de processamento Azteca, prevista para ser a primeira unidade a retomar operações. Na fase inicial, o minério deverá ser transportado por caminhões e exportado por um porto público já existente, permitindo o início da produção sem a necessidade imediata de licenciar a ferrovia e um porto privado.
Segundo a empresa, a LP representa o primeiro passo formal do processo de licenciamento ambiental no Brasil e um marco relevante de redução de riscos para o projeto. A próxima etapa será a obtenção da Licença de Instalação (LI), que autoriza obras, reformas e a instalação de infraestrutura, incluindo a planta de processamento e as barragens de rejeitos.

Vagões ferroviários integram a estrutura logística do projeto Amapá, destinada ao escoamento da produção de minério de ferro. Imagem: Cadence Minerals.
O avanço para a Licença de Instalação depende do cumprimento de exigências técnicas e regulatórias adicionais. Entre elas estão estudos complementares solicitados pelos órgãos ambientais, como avaliações arqueológicas e trabalhos de engenharia. A Cadence informou que os estudos arqueológicos já foram concluídos e encaminhados ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), além da obtenção das autorizações para captação de água e lançamento de efluentes.
Até o fim de junho de 2025, a Cadence Minerals havia investido aproximadamente US$ 15,5 milhões no projeto Amapá, o que corresponde a uma participação acionária de 35,7% no empreendimento











