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Por Redação
Pesquisadores do Serviço Geológico do Brasil intensificaram os trabalhos de campo na região do Alto Paranaíba, em Minas Gerais, com o objetivo de avaliar o potencial de minerais estratégicos como terras raras, fósforo e titânio. As atividades integram o Projeto Geologia e Avaliação da Província Ígnea do Alto Paranaíba (PIAP), conduzido pela Superintendência Regional de Belo Horizonte (SUREG-BH).
Os estudos buscam gerar informações técnico-científicas sobre ocorrências minerais na região. As chamadas terras raras são insumos essenciais para a transição energética e para o avanço tecnológico, sendo utilizadas na produção de ímãs de alto desempenho aplicados em turbinas eólicas e motores de veículos elétricos, além de baterias, equipamentos eletrônicos e catalisadores.
Os trabalhos de campo estão concentrados nos municípios de Patos de Minas, São Gotardo, Tiros e Carmo do Paranaíba. Nessas áreas, ocorrem rochas vulcânicas do Grupo Mata da Corda e coberturas lateríticas associadas, que são alvo das investigações.
As atividades incluem mapeamento geológico, descrição de perfis de alteração, coleta sistemática de amostras e integração de dados geológicos, geoquímicos e geofísicos, permitindo uma análise mais precisa das ocorrências minerais.
Segundo o pesquisador do SGB Paulo Dias, “a compreensão dos processos de formação, intemperismo, mobilização e enriquecimento desses elementos é fundamental para subsidiar a avaliação do potencial mineral da região”.
O gerente de Geologia e Recursos Minerais da SUREG-BH, Julio Lombello, destacou a importância estratégica das pesquisas. “O fortalecimento do conhecimento geológico sobre ocorrências brasileiras contribui para a soberania mineral do país e para a diversificação das cadeias produtivas associadas à economia de baixo carbono”, disse.
Durante a etapa de campo, a equipe também realizou visita técnica à mina da Triunfo Mineração do Brasil Ltda, responsável pela produção do KPFertil, insumo utilizado na remineralização de solos. As atividades contaram ainda com a colaboração de empresas que atuam na região na pesquisa de terras raras e titânio, como Equinox Research, ENOVA e Resouro, promovendo intercâmbio técnico e compartilhamento de informações geológicas.













