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Por Ricardo Lima
O Grupo Serra Verde, único produtor comercial em larga escala de terras raras pesadas fora da Ásia e operador da mina Pela Ema, em Minaçu (GO), anunciou um financiamento de US$ 565 milhões junto à Corporação Financeira dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (DFC).
A operação confirma a relevância estratégica da companhia no mercado global de minerais críticos e prevê recursos para refinanciar dívidas, ampliar a capacidade produtiva e aprimorar a qualidade dos produtos, com expansão planejada até 2027.
O financiamento do DFC, agência do governo dos Estados Unidos, consolida a posição singular da Serra Verde na indústria global de terras raras, sustentada por um portfólio com elevada concentração de disprósio e térbio, elementos essenciais para aplicações de alta tecnologia. Esses minerais são amplamente utilizados nos setores automotivo, médico, de energias renováveis, eletrônicos, robótica, defesa e aeroespacial, considerados estratégicos para a segurança econômica e nacional.
Além do aporte financeiro, o acordo inclui uma opção que concede ao governo dos Estados Unidos o direito de adquirir uma participação acionária minoritária na empresa, reforçando a parceria de longo prazo para a construção de cadeias de suprimento independentes.
Thras Moraitis, CEO da Serra Verde, afirmou que o financiamento do DFC marca um momento estratégico para a consolidação da empresa como fornecedora relevante de terras raras fora da Ásia, em um cenário global de reconfiguração das cadeias de suprimento de minerais críticos.
“Aplaudimos a atuação decisiva e significativa da administração ao garantir que fornecedores de alta qualidade, como a Serra Verde, tenham condições de alcançar escala e competir globalmente“, afirmou o CEO da companhia.
“O compromisso de grande porte da DFC, de quase US$ 600 milhões, assegura um futuro promissor para a Serra Verde e para diversas empresas downstream que dependem de nossas terras raras.”
Thras Moraitis – CEO da Serra Verde
Moraitis acrescentou que o aporte fortalece a capacidade da companhia de atender setores essenciais da economia global, com perspectivas de crescimento sustentado no longo prazo.
Expansão no Brasil e compromisso sustentável
Os recursos serão direcionados principalmente à otimização das operações da Serra Verde no Brasil, com expansão da capacidade produtiva, redução sustentada de custos operacionais e acesso a novos mercados. O projeto, já integralmente financiado, está dentro do orçamento e adiantado em relação ao cronograma, com meta de alcançar, até o fim de 2027, a produção de 6.500 toneladas de Óxido Total de Terras Raras (TREO).
A companhia destaca ainda suas credenciais ambientais e operacionais, favorecidas pela geologia de argila iônica de baixo impacto, pelo uso de energia renovável e pela integração entre mineração e processamento.
Ricardo Grossi, presidente da Serra Verde Pesquisa e Mineração e COO do Grupo Serra Verde, afirmou que o apoio do governo dos Estados Unidos representa um reconhecimento institucional relevante da trajetória da companhia no Brasil e da maturidade alcançada pela operação ao longo de mais de uma década.
“Destaco a contribuição fundamental de nossa força de trabalho altamente qualificada, o apoio da comunidade de Minaçu e o empenho dos governos municipal, estadual e federal no Brasil“, afirmou COO do grupo.
Grossi acrescentou que esse alinhamento entre diferentes atores foi essencial para criar as condições que permitiram à Serra Verde se posicionar como um fornecedor estratégico de minerais críticos no mercado internacional.













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