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Por Redação
A australiana Power Minerals assinou uma carta de intenções vinculante para adquirir o projeto de terras raras Morro do Ferro, em Minas Gerais, atualmente controlado pela Mineração Terras Raras S/A. O valor estimado da transação é de aproximadamente US$ 15 milhões.
O acordo, anunciado nesta quinta-feira (5/3), prevê pagamentos em dinheiro e emissão de ações ao longo de diferentes marcos do desenvolvimento do projeto, além de royalties sobre eventual produção mineral. Informações segundo a S&P Capital IQ.
A empresa, que é controladora integral do projeto Santa Anna, um complexo carbonatítico de nióbio, terras raras (REE) e gálio localizado no município de Mundo Novo, em Goiás, pode complementar seu portfólio e expandir sua atuação em minerais críticos no Brasil.
Valores
Segundo os termos preliminares, a aquisição prevê um pagamento inicial em dinheiro de US$ 2 milhões e a emissão de ações da Power Minerals no mesmo valor, sujeita à aprovação dos acionistas da companhia.
O restante do montante será pago de forma escalonada em parcelas vinculadas a marcos do projeto, incluindo prazos após a assinatura do acordo definitivo, obtenção de licenças ambientais e de mineração, avanço em estudos de viabilidade e evolução das atividades de exploração.
Além disso, caso haja produção mineral no empreendimento, os vendedores terão direito a um royalty de 2,5% sobre a receita líquida de fundição do minério extraído na área do projeto.
A transação também inclui um pagamento adicional atrelado a um marco de recursos minerais, caso o projeto alcance 20 milhões de toneladas com teor médio de 4% de óxidos totais de terras raras (TREO).
Para financiar a operação, a Power Minerals pretende realizar uma colocação de ações que pode levantar cerca de US$ 9,4 milhões.
De acordo com a companhia, o projeto Morro do Ferro complementa seu portfólio no Brasil, especialmente o Santa Anna Niobium and REE Project, em Goiás, reforçando a estratégia da empresa de expandir sua atuação em minerais críticos no país.
A conclusão da aquisição ainda depende da aprovação dos acionistas da Power Minerals e da finalização de uma diligência prévia sobre o ativo. A empresa já pagou uma taxa não reembolsável de cerca de US$ 65 mil para garantir um período de 30 dias de due diligence. Se o processo for concluído com sucesso, as partes devem assinar o contrato definitivo e iniciar novos programas de exploração na área.














