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Por Redação
A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (27), a Operação Nêmesis, com o objetivo de combater crimes ambientais e a usurpação de bens minerais da União. A investigação apura um esquema de extração e comercialização ilegal de manganês em em Marabá, no sudeste do Pará, com destino ao mercado internacional, especialmente a China.
Ao todo, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva nas cidades de Belém e Parauapebas (PA), Goiânia (GO) e Belo Horizonte (MG). As ordens judiciais foram expedidas pela Justiça Federal.
Durante as diligências, os agentes apreenderam um helicóptero, veículos, joias e outros bens de alto valor. A Justiça Federal também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 24 milhões vinculados aos investigados.
MR Mining no radar da Polícia Federal
Entre os alvos da investigação está o empresário Alexandre Masoller Borges e sua empresa, MR Mining, que passaram a ser monitorados pelas autoridades por ligação com esquema criminoso. Reportagem do Minera Brasil de junho de 2025, já apontava Masoller e sua empresa como parte da quadrilha.
Agentes da PF estiveram no escritório da empresa em Goiânia, e segundo fontes que acompanham de perto as investigações, o local era apenas de fachada para tentar driblar as autoridades. A PF esteve também na residência de Masoller, mas ele não estava no local.
A MR Mining é apontada nas investigações como empresa que “esquenta” o manganês extraído ilegalmente, fornecendo estrutura para o escoamento da exportação do minério de origem clandestina.
Estrutura criminosa e prisões
As investigações indicam que a organização criminosa mantinha estrutura sofisticada para mascarar a origem ilícita do manganês, utilizando notas fiscais “esquentadas” para dar aparência de legalidade ao produto e viabilizar a exportação fraudulenta. O esquema teria movimentado valores milionários, envolvendo mineradoras, operadores logísticos e intermediários financeiros.
Entre os presos está Jamil Amorim, que era procurado pela Justiça e apontado pela Polícia Federal como líder da organização criminosa responsável pelo esquema. Também foi alvo de busca o empresário conhecido como JKe sua filha investigados por participação direta nas atividades ilícitas. Segundo a PF, a atividade ilegal vem causando prejuízos ambientais e danos ao patrimônio mineral da União.

Artigos de luxo foram apreendidos durante operação.
Desdobramento de outras operações
A Operação Nêmesis é um desdobramento de investigações anteriores da Polícia Federal contra o mesmo tipo de crime, como as Operações Dolos I e II, deflagradas ao longo de 2024, que já haviam identificado a atuação de grupos envolvidos na extração e no comércio ilegal de manganês no Pará.
As investigações seguem em andamento, e a Polícia Federal não descarta o surgimento de novos envolvidos.










