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Pesquisa revela o enorme impacto dos garimpos ilegais de ouro

Com analises das amostras de áreas de mineração em quatro biomas, incluindo Amazônia, feitas por Pesquisadores da USP e colaboradores, foi possível verificar que garimpos ilegais de ouro emitem 3,5 toneladas de carbono por hectare e concentram mercúrio no solo

20 de janeiro de 2025
em Sem categoria
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Pesquisa revela o enorme impacto dos garimpos ilegais de ouro

Extração ilegal de ouro no território indígena Yanomami. Imagem: Bruno Kelly

por Fernando Moreira de Souza

Fonte: UOL

De acordo com matéria publicada pelo UOL, pesquisadores brasileiros verificaram, tendo como base amostras de solo de regiões de mineração ilegal em quatro biomas, que a liberação de carbono para a atmosfera é de 3,5 toneladas por hectare, o que reduz em até 50% os estoques de carbono de áreas mineradas, principalmente nas estações de seca, enquanto o acúmulo de mercúrio chega a 39 quilos por hectare, oferecendo riscos ambientais e de saúde pública. Esses resultados foram publicados na revista Science of The Total Environment.

Form utilizadas técnicas avançadas na analise sobre a dinâmica sazonal dos dois elementos químicos, como a extração química, a espectroscopia a termogravimetria. As avaliações detectaram 20% da liberação de carbono na atmosfera durante a transição da estação de chuva para a seca.

“A matéria orgânica no solo tem papel crucial na retenção de mercúrio. Com a mineração e o desmatamento, além de liberar o CO2 para a atmosfera, contribuindo com o aquecimento global, há um acréscimo na disponibilidade de mercúrio no solo. Além disso, as mudanças das estações do ano promovem aumento na liberação de Hg do solo, podendo favorecer a contaminação de corpos d’água, entre eles nascentes, rios e lençol freático, com grande potencial de chegar aos seres vivos”, explica o engenheiro agrônomo Matheus Bortolanza Soares, pesquisador de pós-doutorado vinculado ao Departamento de Ciência do Solo da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo (Esalq-USP).

Soares é bolsista da FAPESP, que financia o Centro de Estudos de Carbono em Agricultura Tropical (CCARBON) e um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID), sediado na USP e coordenado por Carlos Eduardo Pellegrino Cerri, coautor do artigo, que também é assinado por Luís Reynaldo Alleoni, pesquisador vinculado ao CCARBON.

“Nossos resultados realçam que a mudança nas estações climáticas [seca e chuvosa] desempenha papel fundamental na manutenção dos estoques de carbono e na regulação da disponibilidade de Hg. A análise da solução do solo mostrou o esgotamento de carbono devido à conversão de pastagem em área de mineração e ao acúmulo de Hg, o que pode representar sérios riscos tanto para os ecossistemas quanto para a saúde humana. Além disso, a contaminação significativa de mercúrio influenciada por fatores climáticos sugere que as mudanças no clima podem exacerbar o transporte e a biodisponibilidade de Hg, levando a maiores desafios ambientais e de saúde pública”, explicou Alleoni.

Foram coletadas amostras, com o auxilio de professores e cientistas de universidades e instituições de pesquisa locais, que intermediaram a entrada nas áreas de mineração com garimpeiros nos territórios dos municípios de Tucumã (PA), Colider (MT), Poconé (MT) e Descoberto (MG), sobre os biomas Amazônico, Cerrado, Pantanal e Mata Atlântica.

O Brasil possui 263 mil hectares de garimpo, 92% estão na Amazônia e 77% ficam a menos de 500 metros de algum tipo de corpo d’água, como rios, lagos e igarapés, segundo os dados do MapBiomas referentes a 2022. Estimasse que esses solos minerados possam abrigar cerca de 10.200 toneladas de mercúrio. Os garimpos ilegais fazem uso excessivo do mercúrio para viabilizar a separação do ouro dos demais sedimentos, o que causa impactos sanitários, ambientais, socioculturais e econômicos.

“Nosso trabalho é pioneiro por ter conseguido quantificar a perda de carbono e o acúmulo do metal nas áreas pesquisadas, além de analisar quanto a mudança das estações do ano afeta esses resultados. Porém, ainda precisamos refinar os dados em escala atômica e molecular para desvendar quais compostos orgânicos têm maior potencial de reter Hg e carbono e compreender melhor o papel do clima nessa interação. Isso é fundamental para avaliar o impacto no Brasil como um todo e os efeitos no clima”, diz Soares à Agência FAPESP.

O ouro na Amazônia se encontra como partículas muito pequenas e o mercúrio metálico facilita a extração formando um amálgama, que uma vez liberado após a queima ou lavagem nos rios, sofre um processo químico chamado de metilação, tornando-se um composto altamente tóxico. É aí que os peixes podem acumular o metal em seus tecidos e oferecer risco para a saúde, pois o mercúrio no organismo humano causa distúrbios renais, cardiovasculares e imunológicos, comprometimento da visão e do sistema respiratório, além de afetar o sistema nervoso central, resultando em danos cerebrais e desempenho cognitivo reduzido, como mostraram os estudos da Fiocruz em parceria com a USP em indígenas do povo Yanomami de nove aldeias em Roraima. Os territórios de maior ocupação de garimpeiros são Kayapó e Munduruku. 19 mil indígenas e ribeirinhos, são afetados de forma direta pela contaminação provocada na mineração de ouro na Amazônia, como aponta a pesquisa.
Outro estudo citado no trabalho pelos cientistas revelam que os estoques globais de dióxido de carbono equivalente no solo foram calculados em 1,68 gigatonelada em 5,4 milhões de hectares de minas legalmente ativas no Brasil, incluindo vários tipos de minério, o que significa uma perda aproximada de até 0,07 gigatonelada de dióxido de carbono equivalente apenas nas camadas mais superficiais do solo, considerando exclusivamente as áreas legais, independentemente do tipo de mineração, e assumindo perdas de carbono semelhantes entre as diferentes regiões.

Para os pesquisadores, é essencial fortalecer as políticas de fiscalização da mineração, incentivar a legalização da atividade e implementar programas de educação ambiental direcionados às comunidades locais e utilizar técnicas capazes de reduzir os impactos causados pela disponibilidade de Hg no solo e na água, como a fitorremediação, para mitigar os danos.

Uma área de mineração abandonada há mais de 50 anos demosntrou sinais de restauração da floresta nativa, onde os teores de carbono no solo são elevados e os níveis de Hg disponíveis são baixos, demonstrando que o processo de restauração é muito lento, mas poderia ser acelerado por meio de pesquisas e o uso de novas estratégias de recuperação. Os resultados obtidos são fundamentais para desenvolver estratégias que promovam o aumento da matéria orgânica no solo visando melhorar a retenção de Hg e minimizar as possíveis emissões de CO2. Essas iniciativas contribuem para mitigar a degradação ambiental causada pela mineração, reduzindo os riscos de contaminação e os impactos negativos sobre o ecossistema, de acordo com Soares.

Com o objetivo de desenvolver estratégias para reduzir a contaminação ambiental por meio da adição de nanopartículas de biocarvão e resíduos vegetais, além de compreender como as interações do carbono presente nesses materiais podem influenciar o solo e minimizar os impactos causados pela liberação de Hg, o pesquisador está em estágio de pesquisa na Inglaterra, por meio de uma bolsa da FAPESP.

Leia a pesquisa completa aqui

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