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Por Redação
Organizado pela Associação de Minerais Críticos (AMC) em parceria com Columbia Law School Brazilian Association, encontro reuniu em New York, investidores, academia, setor privado e lideranças empresariais para discutir o papel dos minerais críticos na transição energética global. O encontro busca posicionar o Brasil como parceiro relevante na segurança de suprimento de ativos estratégicos.
O fórum acontece em um momento de reconfiguração das cadeias globais de minerais, marcado pela priorização de diversificação de fontes e segurança energética. Para a AMC, a iniciativa é uma extensão natural da agenda construída no PDAC, principal fórum mundial de mineração, e busca aproximar projetos brasileiros de centros de decisão e capital nos Estados Unidos.

Leandro Gobbo, vice presidente PLS Brasil durante painel sobre minerais críticos. Imagem: AMC / Divulgação.
Brasil fornecedor confiável
O tema central do evento destacou os projetos de minerais críticos das empresas associadas à AMC — que possuem ativos de importância geopolítica e econômica para o Brasil, especialmente em um cenário de crescente demanda por baterias, eletrificação e tecnologias de baixo carbono.
Para Marisa César, presidente do Conselho da AMC, o país reúne condições de se firmar como fornecedor confiável em um mercado que valoriza rastreabilidade, governança e responsabilidade socioambiental.
Os minerais críticos estão cada vez mais no centro das discussões geopolíticas e econômicas relacionadas à transição energética. O Brasil possui potencial geológico, maturidade institucional e compromisso com uma mineração responsável para se tornar um parceiro confiável na construção de cadeias de suprimento mais diversificadas e resilientes
Marisa César – Presidente do Conselho da AMC
Segundo ela, a aproximação com os Estados Unidos combina recursos minerais brasileiros com capacidade de investimento, tecnologia e demanda industrial americana. “Fortalecer a cooperação entre Brasil e Estados Unidos é um passo natural nessa direção. Por meio da AMC, estamos trabalhando para promover o diálogo entre indústria, governos e parceiros internacionais, acelerando essa agenda e posicionando o Brasil como um contribuidor estratégico para a segurança energética global e a descarbonização”, acrescentou.
Segurança jurídica como pré-requisito para investimento de longo prazo
O fórum também colocou em debate um ponto sensível para investidores internacionais: previsibilidade regulatória e segurança jurídica como condições para viabilizar capex de longo prazo em projetos minerais.
Frederico Bedran, diretor executivo da AMC destacou que estabilidade regulatória, transparência e diálogo institucional são essenciais para atrair investimentos de grande escala. “O Brasil tem uma forte oportunidade de se posicionar como parceiro-chave na agenda global de minerais críticos. Para que isso aconteça, estabilidade regulatória, transparência e diálogo institucional eficiente são essenciais para criar as condições necessárias para investimentos internacionais de grande escala e para o desenvolvimento de cadeias de valor competitivas”, afirmou.
A avaliação é compartilhada por analistas do setor: em um mercado onde projetos competem por capital global, a qualidade institucional e a capacidade de cumprir cronogramas de implantação se tornaram critérios tão relevantes quanto a geologia.
O evento em Nova York teve participação de executivos com expertise em investimentos transfronteiriços, estruturas de financiamento e parcerias estratégicas no segmento de minerais críticos, entre eles, Jose Augusto Palma, a Aclara; Klaus Petersen, Viridis; Leandro Gobbo e Marisa Cesar, da PLS, Milson Mundim Filho e Ricardo Alves, da Appian Capital e Marcelo Juliano de Carvalho, Meteoric.
Os executivos debateram o cenário regulatório brasileiro e suas implicações para o capital estrangeiro; oportunidades de cooperação entre Brasil e Estados Unidos em minerais críticos e estratégias para integrar projetos brasileiros a cadeias de valor globais.
Ao lançar sua agenda internacional — iniciando por Canadá e Estados Unidos —, a AMC reafirmou seu compromisso com uma mineração responsável e sustentável, alinhada às demandas da nova economia verde e às exigências de rastreabilidade e ESG que passaram a integrar as decisões de investimento no setor.













