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Por Ricardo Lima
A Superintendência-Geral do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou, sem impor restrições, a venda pela Votorantim do controle da CBA (Companhia Brasileira de Alumínio) para a Aluminum Corporation of China Limited (Chalco) e a australiana Rio Tinto. O despacho foi publicado no DOU (Diário Oficial da União). Informações segundo o Estadão Broadcast.
O negócio ainda depende de autorizações da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), além do aval de autoridades concorrenciais (antitruste) da China, Alemanha, Coreia do Sul e Uruguai, bem como de reguladores chineses.
Como revelado pelo Minera Brasil em janeiro, a transação prevê a venda de 446.606.615 ações da Companhia Brasileira de Alumínio, equivalentes a 68,596% do capital social total e votante da empresa. O negócio foi fechado ao preço base de R$ 10,50 por ação, somando R$ 4.689.369.457,50, a serem pagos integralmente em moeda nacional.
Pelo contrato, o valor será ajustado pelo CDI entre a assinatura e o fechamento da operação. O montante também poderá ser reduzido caso a companhia declare ou pague dividendos, juros sobre capital próprio, distribua lucros ou realize recompra, resgate de ações ou redução de capital em favor da Votorantim no período entre 30 de junho de 2025 e a véspera da conclusão da transação.
Empresas compradoras
A Aluminum Corporation of China Limited (Chalco) é a principal subsidiária operacional da Aluminum Corporation of China (Chinalco) e está entre os maiores grupos integrados de alumínio do mundo, com presença em mais de 50 países e atuação em toda a cadeia do metal, da mineração à geração de energia.
Já a Rio Tinto, com mais de 150 anos de história, opera em 35 países e é uma das líderes globais na produção de minério de ferro, cobre, alumínio e minerais críticos. Em 2024, a companhia produziu 58 milhões de toneladas de bauxita e 3,5 milhões de toneladas de alumínio. As duas empresas são importantes fornecedoras de matérias-primas essenciais para a economia global e para a transição energética.














