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Por Redação
A Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) está em negociações avançadas para firmar parceria com uma empresa dos Estados Unidos para explorar terras raras na Bahia. Pelo modelo em estudo, a estatal entraria com os ativos minerais, enquanto a companhia americana, ainda não divulgada, forneceria tecnologia para extração e processamento. Informações segundo o Valor Econômico.
Segundo estudo recente do Serviço Geológico do Brasil (SGB), com base em dados da Agência Nacional de Mineração (ANM), a Bahia reúne aproximadamente 38% das áreas requeridas para terras raras no país, o que reforça a posição estratégica do Estado no setor.
“Já estamos avançando na discussão com a empresa, que terá, não apenas a extração desse mineral, que é a lógica normalmente que se tem no nosso país, de pegar as nossas commodities e enviar para fora, mas fazer o processamento de terras raras na Bahia, com transferência de tecnologia”, afirmou o presidente da CBPM, Henrique Carballal, ao Valor Econômico.
Ele acrescentou que a expectativa é formalizar a parceria ainda este ano. “Se der, ainda este ano deveremos estar assinando a criação de uma empresa onde entramos com nossos ativos e vamos ser sócios nesse processo”, disse.
A proposta de sociedade marca uma mudança de estratégia da estatal, que busca deixar de atuar apenas como detentora de direitos minerários e receptora de royalties para participar diretamente dos empreendimentos.
De acordo com o Valor Econômico, durante evento realizado na última quinta-feira (26), em Itagibá (BA), Carballal destacou que o governo estadual também avalia sancionar uma lei para ampliar a atuação da CBPM e alterar seu nome para Companhia Baiana de Produção Mineral. A mudança permitiria maior participação em projetos e facilitaria a atração de investimentos.
“Se tivéssemos iniciado esse processo lá atrás com a visão que temos hoje, seríamos sócios da Atlantic Nickel”, afirmou.
Atualmente, a CBPM recebe 1,5% do faturamento com níquel da operação da Atlantic Nickel, controlada por um fundo britânico. Segundo Carballal, o novo modelo de atuação pode aumentar a competitividade do Estado. “Essa mudança de modelo, em que a estatal deixa de apenas receber ‘royalties’ para se tornar sócia, facilita inclusive a atração de investimentos e a montagem de fundos”, declarou.
O movimento ocorre em um contexto de crescente interesse global pelas reservas de terras raras, especialmente fora da China, que domina a cadeia de produção. Os Estados Unidos, por exemplo, têm buscado alternativas para garantir o abastecimento desses minerais estratégicos. No Brasil, o grupo Serra Verde opera a única mina de terras raras em nível comercial.













