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Por Redação
A Vale S.A. anunciou nesta segunda-feira (23) a atualização das estimativas de fluxo de caixa e do cronograma de investimentos de capital em projetos de cobre, apresentadas na Conferência BMO Global Metals, Mining & Critical Minerals, na Flórida.
A mineradora informou que os investimentos anuais destinados aos projetos de cobre na região de Carajás devem alcançar US$ 0,3 bilhão em 2026, com crescimento progressivo nos anos seguintes: US$ 0,4 bilhão em 2027, US$ 0,8 bilhão em 2028, US$ 0,9 bilhão em 2029 e US$ 1,1 bilhão em 2030. O total previsto para o período de 2026 a 2030 é de US$ 3,5 bilhões.
Segundo a companhia, os valores contemplam o desenvolvimento de projetos de expansão na região, incluindo o projeto Bacaba, atualmente em fase de implementação.
No campo financeiro, a empresa também atualizou a sensibilidade do Fluxo de Caixa Livre de sua divisão Vale Base Metals, estimado em aproximadamente US$ 1,1 bilhão para 2026, em termos reais. A projeção considera a curva futura de preços das commodities, com o cobre variando entre US$ 12.738 e US$ 12.870 por tonelada entre março e dezembro, enquanto o níquel deve oscilar entre US$ 17.133 e US$ 17.691 por tonelada no mesmo período.
A Vale também apresentou estimativa de Fluxo de Caixa Livre para o Acionista (FCFE) entre US$ 4,6 bilhões e US$ 5,7 bilhões em 2026, o que representa um retorno projetado (yield) de aproximadamente 7% a 8,5%, com base no valor de mercado registrado no fechamento de 19 de fevereiro de 2026.
As projeções consideram premissas como consenso de analistas para EBITDA proforma de cerca de US$ 17,5 bilhões, investimentos (capex) entre US$ 5,4 bilhões e US$ 5,7 bilhões, despesas financeiras líquidas e impostos entre US$ 2,1 bilhões e US$ 2,5 bilhões, além de gastos relacionados ao desastre de Brumadinho e à descaracterização de barragens, estimados em aproximadamente US$ 0,7 bilhão.
Também foram incluídas despesas com coligadas e joint ventures entre US$ 0,9 bilhão e US$ 1,1 bilhão, além de outros desembolsos, como pagamento de juros sobre debêntures participativas, contratos de concessão ferroviária e transações de streaming, estimados entre US$ 2,7 bilhões e US$ 2,9 bilhões.
A companhia informou ainda que as demais estimativas constantes no item 3 de seu Formulário de Referência permanecem inalteradas. O documento será reapresentado oportunamente com as atualizações, conforme prazo estabelecido pela Resolução CVM nº 80/2022.












