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Por Ricardo Lima
A mineradora australiana St George Mining assinou um memorando de entendimento com a espanhola Tecnicas Reunidas para realizar testes de processamento de terras raras no projeto Araxá, em Minas Gerais, em uma aliança estratégica que conecta o ativo brasileiro à cadeia produtiva europeia.
A parceria prevê o uso da tecnologia RARETECH® e conecta o projeto brasileiro ao PERMANET Project, um programa financiado pela União Europeia que busca criar a primeira cadeia de produção de ímãs permanentes no continente.
“A reputação da Tecnicas Reunidas na Europa é incomparável no processamento de terras raras, e estamos muito satisfeitos em acessar essa expertise para avançar no desenvolvimento da nossa estratégia de processamento downstream para as terras raras de Araxá”, afirmou o presidente executivo da St George, John Prineas.
O acordo prevê que a Tecnicas Reunidas conduza testes metalúrgicos e químicos para avaliar a viabilidade de processamento das terras raras extraídas do projeto Araxá, ativo 100% controlado pela St George e considerado o maior depósito de terras raras em rocha dura da América do Sul.
Os trabalhos iniciais incluem o refino da mineralização, com produção de carbonato de terras raras (MREC) e óxidos, além da separação dos elementos. Dependendo dos resultados, a parceria pode avançar para etapas mais complexas, como o desenvolvimento de fluxogramas industriais, estudos de engenharia e estimativas de custos (CAPEX e OPEX).
A tecnologia RARETECH®, desenvolvida pela empresa espanhola, é voltada à recuperação e processamento de minerais críticos e já foi aplicada ou ofertada em diversos mercados, incluindo Estados Unidos, Japão, Austrália e Brasil.
A relevância estratégica da eécnicas Reunidas no setor foi reforçada por sua liderança no PERMANET, projeto que reúne 32 parceiros de 12 países europeus para garantir uma cadeia resiliente de suprimento de ímãs permanentes, insumo essencial para indústrias como energia renovável, veículos elétricos e eletrônicos.
Segundo a St George, o acordo amplia o potencial de inserção internacional do projeto Araxá, que já conta com alianças nos Estados Unidos, com a REalloys, e no Brasil, com o projeto MagBras, voltado à criação de ímãs brasileiros de terras raras.
“O grande volume do nosso depósito de terras raras cria uma oportunidade para a St George fornecer para cadeias de suprimento em todo o mundo — incluindo Brasil, Estados Unidos e Europa“, destacou o presidente da empresa.
Prineas destacou ainda a oportunidade de acesso ao mercado europeu de terras raras com a parceria.













