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Por Redação
A Sigma Lithium anunciou nesta sexta-feira (20/3) a retomada das vendas de concentrado de óxido de lítio premium de alta qualidade no primeiro trimestre de 2026, com a recuperação do ritmo de produção industrial após a reativação das operações no complexo Grota do Cirilo, no Vale do Jequitinhonha (MG), em fevereiro.
Com a retomada, a companhia projeta receita significativa com a venda de cerca de 28 mil toneladas do produto, a um preço de US$ 1.712 por tonelada, consolidando a recuperação do ritmo operacional e a geração de caixa com seu principal ativo. A estratégia de monetização de materiais subutilizados, por sua vez, ganha impulso com a venda de 400 mil toneladas de finos de lítio, ampliando a rentabilidade e contribuindo para a diversificação do portfólio.
A geração de receita acima das estimativas de mercado é atribuída ao processamento industrial de rejeitos secos e estoques de matérias-primas, convertidos em dois produtos: o óxido de lítio premium de alta pureza e os finos de lítio. Segundo a companhia, o modelo amplia o aproveitamento dos recursos minerais e eleva o valor agregado da produção.
“A retomada das vendas de óxido de lítio premium de alta qualidade está em consonância com a perspectiva que destacamos em nossas apresentações para investidores este ano”, afirmou Ana Cabral, CEO e co-presidente do conselho da empresa.
Empresa prevê lucro de US$ 20 milhões com venda inaugural de finos de lítio
A Sigma Lithium também concluiu a venda inaugural de 400 mil toneladas de finos de óxido de lítio de alta pureza a um preço fixo de US$ 50 por tonelada. A operação deve gerar lucro aproximado de US$ 20 milhões. Após a transação, a empresa mantém um estoque remanescente de cerca de 300 mil toneladas, com potencial de gerar ao menos US$ 15 milhões adicionais, a depender das condições de mercado.
Segundo a companhia, o aproveitamento de materiais de lítio anteriormente não explorados permite transformar insumos antes subutilizados em produtos de maior valor agregado, elevando a eficiência operacional e a flexibilidade financeira.
A estratégia se baseia em tecnologia própria que elimina barragens de rejeitos e reutiliza água no processo industrial. Segundo Ana Cabral, o modelo gera retorno financeiro direto e cria uma nova frente de negócios ao reaproveitar materiais antes subutilizados.
“Ao recuperar, reprocessar e, assim, aprimorar, por meio de nossa tecnologia proprietária Greentech, os materiais de lítio anteriormente inexplorados e ociosos em nossos depósitos, a Sigma Lithium obteve um retorno financeiro direto sobre seu investimento na tecnologia”, disse.
A comercialização desses finos de lítio, inclusive os de menor pureza, é associada pelos acionistas da companhia ao conceito de “prêmio verde”, ao agregar valor a materiais antes não utilizados e reforçar a eficiência ambiental da operação.













