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Por Redação
O Serviço Geológico do Brasil (SGB) divulgou a Nota Explicativa: Geologia e Recursos Minerais de Roraima, um relatório técnico-científico que consolida décadas de estudos sobre a formação geológica do estado e seu potencial mineral.
O novo relatório apresenta uma síntese abrangente da geologia de Roraima, reunindo informações essenciais sobre rochas, estruturas e recursos econômicos. A publicação integra o projeto Geologia e Recursos Minerais de Roraima e passa a funcionar como uma ferramenta estratégica para planejamento territorial, gestão ambiental e apoio a empreendimentos do setor mineral.
Segundo os pesquisadores responsáveis, o documento contribui diretamente para decisões sobre uso do solo, implantação de grandes obras de infraestrutura, gestão de recursos hídricos e ações de fiscalização. “São informações preciosas para especialistas e líderes do setor público, que agora dispõem de um mapa e de dados que orientam políticas de Estado em Roraima”, destaca Túlio Amós de Araújo Mendes, um dos pesquisadores responsáveis pelo projeto.

Foto: Divulgação / SGB.
O trabalho também reforça a importância de Roraima na compreensão do Cráton Amazônico. A publicação resume mais de 2 bilhões de anos de evolução geológica, mostrando que a diversidade de rochas e ambientes do estado é resultado de múltiplos eventos que moldaram o Escudo das Guianas.
Além do setor mineral, a síntese também apoia o planejamento ambiental.
“Os novos mapas ajudam a identificar áreas de potencial mineral e, ao mesmo tempo, fornecem bases para o uso sustentável do território”
Túlio Araújo Mendes, autor do estudo
O SGB segue avançando em projetos de mapeamento em escalas maiores e na investigação de novas ocorrências minerais, cumprindo sua missão institucional de produzir e divulgar informações geocientíficas de qualidade para a sociedade.
Avanços ainda dependem de estudos mais detalhados
Apesar do avanço, os pesquisadores ressaltam que ainda há grandes áreas a serem investigadas. O relatório identifica zonas com potencial mineral pouco estudado e aponta caminhos para novas frentes de pesquisa. “Ainda é necessário avançar em cartografia geológica em escalas mais detalhadas para fomentar a indústria mineral no estado”, afirma o pesquisador.














