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Por Ricardo Lima
A Samarco, joint venture das mineradoras Vale e BHP, encerrou 2025 com aumento de 55% na produção de pelotas e finos de minério de ferro, que totalizou 15,1 milhões de toneladas, frente às 9,7 milhões registradas em 2024. O resultado ocorre em meio à consolidação da retomada gradual das operações, que alcançaram 60% da capacidade instalada.
Os resultados foram apresentados nesta quinta-feira (12), juntamente com desempenho financeiras e operacional do último trimestre do ano passado.
De acordo com o presidente da companhia, Rodrigo Vilela, 2025 representou um momento decisivo na consolidação da retomada operacional. “Mantivemos o foco naquilo que está ao nosso alcance: operar com segurança, cuidar das nossas pessoas, cumprir o plano de negócios e avançar em nossos compromissos de longo prazo”, afirmou.
A companhia registrou receita líquida de US$ 1,898 bilhão em 2025 e EBITDA ajustado de US$ 1,087 bilhão, crescimento de 30,3% em relação aos US$ 834 milhões de 2024. Segundo a empresa, o resultado reflete maior estabilidade operacional e disciplina na gestão de custos.
No período, as vendas somaram 15,9 milhões de toneladas, volume 68% superior ao obtido no ano anterior. O desempenho acompanha a conclusão do ramp-up da fase 2 das operações, com a estabilização das plantas produtivas.
O diretor financeiro, de estratégia e suprimentos da empresa, Gustavo Selayzim, destacou que a estabilidade operacional e a geração de caixa contribuíram para melhorias na estrutura financeira da companhia, incluindo a conclusão do processo de recuperação judicial.
A mineradora também anunciou investimentos de R$ 13,8 bilhões para viabilizar o retorno a 100% da capacidade produtiva a partir de 2028, valor que representa o maior aporte já aprovado pelo conselho de administração da empresa.
Avanços na reparação
Paralelamente à retomada das operações, a empresa informou avanços nas ações de reparação relacionadas ao Rompimento da barragem de Fundão. Em 2025, foi concluído o primeiro ciclo de execução do novo acordo de reparação da bacia do Rio Doce, com a liquidação da Fundação Renova e a transição para execução direta das ações pela companhia.
Segundo a Samarco, cerca de US$ 4 bilhões foram destinados a obrigações de fazer e aproximadamente US$ 2 bilhões a indenizações e outras obrigações de pagamento ao longo do ano. Também foram concluídas obras de reassentamentos iniciadas antes da homologação do novo acordo, além de iniciativas de recuperação ambiental, como restauração florestal e monitoramento da qualidade da água na bacia do Rio Doce.














