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Por Ricardo Lima
A Power Minerals Limited anunciou na sexta-feira (30) o início da terceira fase de perfuração no projeto Santa Anna, um complexo carbonatítico de nióbio, terras raras (REE) e gálio localizado no município de Mundo Novo, em Goiás. A nova etapa sucede a aquisição integral do ativo, informada pela companhia ao mercado em dezembro.
O programa, que prevê até 100 mil metros de perfuração por circulação reversa (RC), dará continuidade aos resultados positivos obtidos em campanhas anteriores e tem como objetivo expandir a área mineralizada tanto lateralmente quanto em profundidade, com conclusão prevista para março de 2026. A campanha de perfuração está sendo executada pela Foraco Brasil, empresa contratada pela Power.
Segundo o diretor-presidente da Power Minerals, Mena Habib, a nova etapa de perfuração foi planejada foi planejada para ampliar o conhecimento geológico do projeto. “O terceiro programa de perfuração no projeto Santa Anna nos permitirá testar rapidamente novas áreas-alvo e gerar dados-chave adicionais para apoiar a estimativa de um alvo de exploração e/ou de um recurso mineral”, afirmou.
Ele acrescentou que “a estratégia foi desenhada para expandir a mineralização de nióbio e terras raras tanto próximo à superfície quanto em profundidade”.
Expansão em profundidade e novos alvos magnéticos
A nova campanha se baseia nos programas já concluídos pela companhia, que incluem 29 furos de RC (2.272 metros) e cerca de 1.000 metros de perfuração por trado (auger). Esses trabalhos identificaram amplas zonas de mineralização de nióbio e múltiplos intervalos de terras raras de alto teor. Agora, a Power pretende avançar para áreas ainda não testadas a oeste do alvo principal, explorando feições magnéticas e níveis mais profundos do complexo alcalino Santa Anna.
Um dos principais exemplos do potencial em profundidade é o furo MN-RC-009, que interceptou 51 metros com teor médio ponderado de 11.630 ppm (1,16%) de óxidos totais de terras raras (TREO), desde a superfície até o final do furo, permanecendo em mineralização significativa. Apenas uma pequena parcela do complexo foi testada abaixo dessa profundidade, indicando amplo espaço para crescimento do recurso.
Além de ampliar a área mineralizada, o programa fornecerá dados amostrais regulares para o refinamento do modelo geológico e para futuras atualizações da estimativa de recursos minerais. As amostras serão coletadas a cada metro, com rígidos protocolos de controle de qualidade (QA/QC), e analisadas em laboratórios certificados, seguindo padrões internacionais e requisitos do código JORC.
Descoberto em 2021 a partir de uma anomalia radiométrica identificada em levantamento aéreo regional, o Complexo Alcalino Santa Anna ocupa uma área total de 17,05 km², integralmente controlado pela Power após a aquisição total do projeto, como informado pelo Minera Brasil em 1 de dezembro. Apesar dos resultados promissores já obtidos, cerca de 5,8 km² do complexo permanecem sem testes de perfuração, reforçando o potencial para a definição de um depósito de grande escala.












