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Por Ricardo Lima
O Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) anunciou mudanças em sua Diretoria Executiva a partir de 2 de março. O Conselho Diretor indicou Pablo Cesário para assumir a Presidência da entidade, de forma interina, e a Diretoria de Relações Institucionais, no contexto do processo de transição institucional iniciado após o falecimento do presidente Raul Jungmann.
Com a nova configuração, Fernando Azevedo e Silva, vice-presidente que vinha exercendo a presidência interinamente, deixa o cargo executivo e passa a atuar como consultor do Conselho Diretor do instituto.
Transição após a morte de Jungmann
As alterações na cúpula do IBRAM ocorrem semanas depois da morte de Raul Jungmann, que presidia a entidade. Desde então, a função vinha sendo acumulada interinamente por Fernando Azevedo e Silva, vice-presidente do instituto. Segundo o IBRAM, a mudança busca dar continuidade à agenda institucional do setor mineral enquanto o Conselho avalia a indicação de um novo presidente titular.
Para a presidente do Conselho Diretor, Ana Sanches, a escolha reflete a confiança na capacidade do novo dirigente. “A escolha de Pablo Cesário para a Diretoria de Relações Institucionais e para a Presidência interina reflete a confiança do Conselho Diretor do IBRAM em sua capacidade de liderança, diálogo qualificado e condução estratégica da agenda institucional do setor mineral neste período de transição”, afirmou.
Trajetória e perfil do novo dirigente
Cesário tem atuação consolidada nas áreas de relações institucionais, políticas públicas, governança corporativa e mercado de capitais. É graduado em Relações Internacionais e Ciência Política, doutor em Política Internacional e Comparada pela Universidade de Brasília e realizou pós-doutorado na Universidade de São Paulo, com pesquisas voltadas à atuação de grupos de interesse e aos processos decisórios no ambiente institucional brasileiro.
Antes de ingressar no IBRAM, Cesário presidiu a Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca), onde participou de debates públicos sobre reforma tributária, ambiente regulatório e segurança jurídica para investidores. Também atuou na Confederação Nacional da Indústria (CNI), com foco na formulação de propostas de políticas públicas e no relacionamento institucional com o Congresso Nacional e órgãos do Executivo.
Com a mudança, Fernando Azevedo e Silva passa a contribuir com a entidade como consultor do Conselho Diretor, acompanhando temas estratégicos do setor mineral durante o período de transição.













