Comente, compartilhe e deixe sua opinião nos comentários! Sua participação é essencial para enriquecer o debate
Por Ricardo Lima
*Publicação atualizada hoje às 15:00
O projeto de mineração de ouro Monte do Carmo, localizado no município de mesmo nome, no estado de Tocantins, deve obter decisão final de investimento ainda esse ano. Avaliado em cerca de US$ 250 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 1,4 bilhão, o empreendimento encontra-se em fase de revisão de engenharia. Segundo a mineradora Hochschild Mining, proprietária do ativo, o foco atual do projeto é o detalhamento da engenharia e o refinamento de plano para implantação. A tomada de decisão sobre a efetiva implementação virá após o detalhamento da engenharia. A expectativa é que essa decisão ocorra em meados de 2026.
O projeto foi adquirido por US$ 60 milhões e é considerado estratégico para a expansão da companhia no Brasil. A expectativa do governo estadual é que a iniciativa gere cerca de 2 mil empregos diretos e indiretos na região, segundo informações divulgadas pelo portal G1.
O município tem 5.694 habitantes, conforme o último Censo do IBGE, e está localizado a pouco mais de 90 quilômetros de Palmas, capital do estado. Atualmente, o projeto passa por revisão de engenharia, etapa voltada ao detalhamento técnico e ao refinamento do plano de implantação, enquanto o início da construção permanece condicionado à decisão final de investimento da empresa.
Cronograma da empresa
De acordo com a última atualização da empresa, divulgada em 21 de janeiro, o projeto registrou avanços nas atividades exploratórias ao longo do quarto trimestre. Foram concluídos 1.451 metros de perfuração nos alvos Boqueirão e Água Suja, além de 3.013 metros de perfuração para definição de recursos minerais na área de Sierra Alta, com resultados considerados economicamente viáveis.
A companhia informou ainda que as perfurações em Sierra Alta terão continuidade ao longo do primeiro trimestre de 2026, como parte da estratégia de ampliação da base de recursos.
“Nosso trabalho preparatório em Monte do Carmo segue dentro do cronograma e uma decisão final de investimento será tomada ainda este ano”, afirmou o CEO da empresa, Eduardo Landin.
Segundo a mineradora, o empreendimento tem potencial para se tornar um ativo de baixo custo e longa vida útil. A previsão é de operação por cerca de 12 anos, com capacidade estimada de processamento de 6 mil toneladas de minério por dia.
Licenciamento ambiental e autorizações
O projeto também avançou no campo regulatório. O Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), órgão responsável pelo licenciamento ambiental no estado, informou, segundo o G1, que foi concedida a Licença de Instalação (LI), que autoriza o início das atividades previstas para essa etapa do empreendimento.
Em nota, o órgão declarou:
“A área em questão possui Licença de Instalação (LI), o que autoriza o início das atividades previstas para essa etapa do empreendimento. O projeto também tem Autorização de Exploração Florestal (AEF) e Outorga de Direito de Uso de Recursos Hídricos. Todas as licenças se encontram vigentes e são válidas para o projeto.”
As autorizações incluem ainda a permissão para supressão vegetal necessária à implantação das estruturas, conforme a legislação ambiental vigente.
O avanço no licenciamento e na revisão de engenharia reforça o cronograma da mineradora, que prevê a implantação do projeto em meados de 2026, após a definição interna sobre os investimentos necessários para a construção da mina.












