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Por Redação
O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) lançou, durante sua reunião anual em Assunção, no Paraguai, uma nova iniciativa para desenvolver o setor de minerais críticos na América Latina. A proposta é estimular a criação de valor na cadeia produtiva e evitar que os países da região se tornem apenas exportadores de matérias-primas. O programa, batizado de LAC Minerals, recebeu um aporte inicial de US$ 20 milhões do Japão, destinado a apoiar o desenvolvimento do setor e fortalecer a resiliência econômica e o desenvolvimento sustentável na região.
Motivo de disputa entre Estados Unidos e China, esses recursos foram um dos temas mais quentes do encontro, de acordo com a CNN Brasil.
Os minerais críticos são insumos fundamentais para setores tecnológicos avançados, como inteligência artificial, semicondutores de alto desempenho e a indústria de energia. Atualmente, a América Latina responde por cerca de 30% do fornecimento global dessas matérias-primas.
Segundo a CNN, a Itália, por meio da Cassa Depositi e Prestiti, vai analisar instrumentos financeiros para apoiar oportunidades de investimento. Já o Canadá formalizou apoio por meio de assistência técnica financiada por doações e indicou a possibilidade de oferecer financiamento no futuro.
A Finlândia também anunciou apoio e afirmou estar pronta para se tornar parceira dos países latino-americanos. O governo finlandês indicou que pode avaliar mecanismos financeiros específicos para essa indústria emergente por meio de seu fundo climático.
“Queremos ajudar os países a aprimorar a regulação e a infraestrutura, mobilizar o investimento privado e fortalecer instituições para construir um pipeline robusto de projetos. A região aporta recursos e o mundo aporta tecnologia, capital, contratos de longo prazo e preços atrativos”, afirmou Ilan Goldfajn, presidente do BID.
Expectativa de US$ 500 bilhões em empréstimos
A reunião anual do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no Paraguai terminou com a perspectiva de que a instituição conceda US$ 500 bilhões em empréstimos nos próximos dez anos. O montante representa um aumento de cerca de 50% em relação ao período anterior.
A ampliação da capacidade de financiamento é resultado da conclusão do processo de capitalização do banco, que envolveu a subscrição de US$ 3,5 bilhões.
O encontro em Assunção reuniu quase 4.000 participantes de 48 países, entre eles cerca de 1.700 representantes do setor privado.














