Por Redação
O avanço da mineração brasileira nas cadeias globais de minerais críticos e estratégicos dependerá não apenas da riqueza geológica do país, mas também da capacidade de articulação entre empresas, governos, instituições de pesquisa e profissionais do setor. Em um cenário de profundas transformações econômicas, tecnológicas e energéticas, a cooperação institucional ganha importância para transformar o potencial mineral brasileiro em oportunidades de investimento e desenvolvimento.
A avaliação é de Mário Caramori, presidente do Conselho Superior da Agência para o Desenvolvimento e Inovação do Setor Mineral Brasileiro (ADIMB), durante a abertura do Encontro de Executivos do Setor Mineral, promovido pela entidade na sede da B3, em São Paulo. O evento discutiu o posicionamento estratégico do Brasil nas cadeias minerais globais, sob o tema “Avançar no presente para liderar no futuro”.
Caramori destacou que a mineração brasileira reúne atributos importantes para ampliar sua competitividade internacional, como diversidade geológica, profissionais altamente qualificados e empresas com elevados padrões técnicos e operacionais. Entretanto, ressaltou que o aproveitamento dessas vantagens exige maior integração entre os diferentes agentes envolvidos no desenvolvimento mineral.
“O futuro exige essa cooperação, esse diálogo, essa convergência de esforços”, afirmou.
Cooperação institucional como vantagem competitiva
Segundo Caramori, a capacidade de reunir diferentes instituições em torno de objetivos comuns representa uma das principais forças do setor mineral brasileiro.
Ele destacou que a articulação entre iniciativa privada, órgãos governamentais, associações, centros de pesquisa e profissionais permite construir uma visão mais abrangente dos desafios enfrentados pela atividade mineral.
Na avaliação do presidente do Conselho Superior da ADIMB, essa integração pode contribuir para acelerar iniciativas, atrair investimentos, fortalecer a atuação institucional do setor e ampliar sua participação nos debates sobre políticas públicas.
“Quando a gente trabalha de forma integrada, tem a capacidade de acelerar, atrair investimentos e, sobretudo, influenciar as políticas públicas”, destacou.
A defesa dessa articulação ocorre em um momento em que os minerais críticos e estratégicos assumem crescente importância para a segurança das cadeias industriais, a transição energética e o desenvolvimento de novas tecnologias.
Para Caramori, as transformações em curso na economia mundial tornam ainda mais necessária a construção de agendas colaborativas capazes de conectar os diferentes interesses e competências existentes no setor mineral.
ADIMB busca fortalecer diálogo entre os diferentes agentes da mineração
O presidente do Conselho Superior da Adimb ressaltou que a promoção de encontros técnicos e institucionais faz parte do trabalho desenvolvido pela ADIMB para aproximar os diferentes segmentos da mineração brasileira.
Segundo ele, a entidade tem buscado conectar empresas, representantes do governo, instituições e profissionais para discutir de maneira colaborativa os principais temas relacionados ao desenvolvimento mineral.
Nesse contexto, o Encontro de Executivos do Setor Mineral representa uma oportunidade para reunir diferentes perspectivas sobre o futuro da atividade, estimular o intercâmbio de experiências e fortalecer as relações institucionais.

O futuro do setor dependerá não apenas dos recursos existentes no subsolo, mas na capacidade das instituições de construir soluções conjuntas para transformá-los em desenvolvimento econômico.
Caramori destacou que a diversidade de participantes, palestrantes e especialistas contribui para ampliar o debate sobre os desafios e as oportunidades que se apresentam ao Brasil.
A realização do encontro na sede da B3 também aproxima duas agendas importantes para o desenvolvimento mineral brasileiro: a articulação institucional do setor e a busca por maior integração com o mercado de capitais.
Brasil precisa transformar potencial em capacidade de desenvolvimento
A discussão ganha relevância diante do interesse internacional pelos minerais necessários à eletrificação, à digitalização da economia e à expansão das tecnologias de baixo carbono.
Embora o Brasil reúna importantes recursos minerais e experiência consolidada na atividade, a transformação desse potencial em novos empreendimentos depende de fatores que ultrapassam a capacidade individual das empresas.
Entre eles estão o ambiente institucional, o acesso a investimentos, a formação de profissionais, o desenvolvimento tecnológico e a coordenação entre os diferentes agentes envolvidos nos projetos.
Na avaliação apresentada por Caramori, a capacidade de trabalhar de forma integrada constitui um diferencial importante para enfrentar esses desafios.
Ao defender a convergência de esforços, o presidente do Conselho Superior da ADIMB reforçou a importância de uma atuação coletiva para ampliar a competitividade da mineração brasileira e sua participação nas cadeias globais de minerais críticos e estratégicos.
A mensagem do executivo é que o futuro do setor dependerá não apenas dos recursos existentes no subsolo, mas também da capacidade das instituições brasileiras de construir soluções conjuntas para transformá-los em desenvolvimento econômico.











