Comente, compartilhe e deixe sua opinião nos comentários! Sua participação é essencial para enriquecer o debate
Por Ricardo Lima
A mina de Mara Rosa da Hochschild Mining, em Goiás, produziu 40.062 onças equivalentes de ouro em 2025, segundo balanço divulgado pela mineradora. O resultado reflete um ano marcado por desafios operacionais no início das atividades, seguidos por uma recuperação gradual após a implementação de um plano de recuperação operacional que reorganizou a operação brasileira.
Mesmo com produção inferior às 63.770 onças registradas em 2024, a empresa afirma que a performance melhorou significativamente na segunda metade do ano, após ajustes operacionais, mudanças na gestão local e intervenções na planta de processamento.
A operação em Mara Rosa começou o ano pressionada por chuvas sazonais mais intensas que o habitual e problemas no desempenho de prestadoras de serviços, que limitaram o acesso ao minério, especialmente nas áreas de maior teor, e agravaram dificuldades já existentes nos processos de filtragem e remoção de estéril.
Diante do cenário, o diretor-presidente da empresa, Eduardo Landin, assumiu temporariamente a supervisão direta da operação e liderou uma revisão abrangente das atividades de mineração, processamento, licenciamento e gestão de rejeitos.
“Em Mara Rosa, estamos próximos de concluir nosso plano de recuperação, posicionando a operação para um futuro mais forte e sustentável”, afirmou Landin.
Recuperação da operação brasileira
Como parte das medidas, a planta de processamento foi paralisada por cerca de um mês em julho para manutenção e melhorias nos circuitos de britagem, moagem e filtragem. A mineração continuou durante esse período.
Após a retomada, a planta voltou a operar inicialmente com dois dos quatro filtros de rejeitos, enquanto os demais passaram por manutenção e testes.
A produção e a movimentação de material na mina cresceram gradualmente ao longo do segundo semestre, impulsionadas por maior eficiência da frota e melhores condições de transporte interno.
O avanço do desmonte e da abertura de novas frentes também ampliou o acesso a zonas de minério com maior teor, fator considerado crucial para a melhora dos resultados operacionais.
Além disso, a companhia reforçou rotinas de manutenção da planta e medidas para lidar com o período chuvoso, incluindo melhorias na gestão de água, maior disponibilidade dos sistemas de filtragem e desintoxicação e controle de umidade no processamento.
Segundo a empresa, a estabilidade operacional foi reforçada ainda pela maior confiabilidade dos equipamentos e da infraestrutura da mina.
Paralelamente às mudanças técnicas, a mineradora concluiu uma reestruturação da gestão no Brasil. A companhia nomeou Ediney Drummond como gerente-geral da operação brasileira e designou um novo gerente de mina, além de implementar uma nova estrutura de gestão.
Outro reforço na liderança global foi a chegada de Cassio Diedrich como diretor de operações (COO).
A empresa informou ainda que pretende instalar um espessador de rejeitos no primeiro semestre de 2026, equipamento que deve melhorar a filtragem de resíduos e permitir que a planta opere em plena capacidade.
Resultado global da empresa
No consolidado, a Hochschild Mining registrou forte desempenho financeiro em 2025, com receita de US$ 1,182 bilhão, alta de 25% em relação a 2024.
O EBITDA ajustado cresceu 39%, alcançando US$ 583,7 milhões, enquanto o lucro antes de impostos, desconsiderando itens extraordinários, avançou 66%, para US$ 330,4 milhões.
A produção anual atribuível totalizou 311.509 onças equivalentes de ouro. A empresa projeta produção entre 300 mil e 328 mil onças equivalentes em 2026.
“Este foi um momento importante para a Hochschild, com nosso melhor desempenho financeiro da história, impulsionado pela execução disciplinada e pelo cenário favorável de preços dos metais preciosos”, disse Landin.













